PRF apreende 148 ampolas de tirzepatida na BR-153 em Rio Preto; casal é levado à PF

Rodrigo Lima
Medicamentos estavam acondicionados em caixa térmica com gelo; Polícia Federal deverá investigar origem, procedência e destino dos produtos/imagem – divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 148 ampolas de tirzepatida durante uma fiscalização na BR-153, em São José do Rio Preto, na noite desta segunda-feira (10).

A apreensão ocorreu na altura do km 69 da rodovia. Durante a abordagem de um veículo, agentes da PRF fizeram uma vistoria e localizaram uma caixa térmica utilizada para transportar os medicamentos sob refrigeração.

Dentro do recipiente havia 37 caixas de tirzepatida, cada uma com quatro ampolas, totalizando 148 unidades. Os produtos estavam acondicionados em meio a gelo.

O casal que ocupava o veículo foi encaminhado, juntamente com o material apreendido, à Delegacia da Polícia Federal em São José do Rio Preto. A ocorrência foi apresentada para a adoção das medidas cabíveis.

A investigação deverá buscar esclarecer a procedência dos medicamentos, a forma como foram adquiridos e qual seria a destinação das ampolas. Também caberá às autoridades verificar se o transporte e os produtos atendiam às exigências sanitárias e legais.

A tirzepatida é um princípio ativo utilizado em medicamentos sujeitos a controle e regulamentação sanitária. Nos últimos anos, produtos dessa categoria ganharam maior procura em razão de seu uso no tratamento do diabetes tipo 2 e de seus efeitos relacionados à perda de peso.

Enquadramento dependerá da investigação

Segundo as informações da ocorrência, uma eventual responsabilização criminal dependerá das conclusões da apuração e das características dos produtos apreendidos.

O caso poderá ser analisado, entre outras hipóteses, sob a perspectiva do artigo 273 do Código Penal, que trata de condutas envolvendo falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, além de outras situações previstas na legislação.

A apreensão, por si só, não permite concluir que os medicamentos sejam falsificados ou adulterados. A origem e a regularidade das 148 ampolas deverão ser determinadas pela investigação e, quando necessário, por análises técnicas.

O material permaneceu apreendido e o caso ficou sob responsabilidade da Polícia Federal.

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