A Polícia Civil de São José do Rio Preto deflagrou nesta quarta-feira (12), na capital paulista, a segunda fase de uma operação destinada a desarticular um grupo investigado por aplicar o chamado “golpe da mão fantasma”, modalidade de fraude bancária também conhecida como falsa central de segurança.
A ação é conduzida pela 3ª Equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), vinculada à DEIC do DEINTER-5, de Rio Preto. Quatro equipes da unidade foram deslocadas para a zona sul de São Paulo para o cumprimento de seis mandados judiciais de busca e apreensão na região do Capão Redondo.
Três investigados foram localizados durante as diligências e conduzidos pelos policiais. Segundo a Polícia Civil, um deles é apontado como líder do grupo investigado.
As buscas também forneceram novos elementos sobre a estrutura da organização e permitiram aos investigadores avançar na identificação de outras pessoas que, de acordo com a apuração policial, ocupariam posições de comando no esquema.
Dinheiro em espécie, aparelhos celulares, cartões bancários e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos. O material deverá ser submetido a análise para verificar sua eventual relação com as fraudes investigadas.
A operação teve apoio do Seccold (Setor de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro) e da 2ª Equipe da DIG.
Rastreamento do dinheiro levou aos investigados
A investigação avançou a partir da análise das contas bancárias utilizadas para receber valores retirados das vítimas.
O rastreamento das movimentações financeiras permitiu aos investigadores reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro e identificar pessoas suspeitas de participar tanto da execução das fraudes como da movimentação dos recursos.
A polícia busca agora estabelecer a função desempenhada por cada investigado dentro do grupo.
O objetivo é chegar a toda a cadeia envolvida no esquema, incluindo responsáveis pelos contatos com as vítimas, operadores das fraudes e pessoas encarregadas de receber ou movimentar os valores.
Acesso remoto ao celular
No chamado “golpe da mão fantasma”, criminosos procuram as vítimas e se apresentam como funcionários ou integrantes do setor de segurança de instituições financeiras.
Durante a conversa, afirmam que a conta bancária registrou uma movimentação suspeita e induzem a vítima a adotar supostos procedimentos de segurança.
Por meio de técnicas de engenharia social, os golpistas tentam convencer a pessoa a instalar programas ou aplicativos ou a autorizar acesso remoto ao celular ou computador.
Com o dispositivo sob controle, os criminosos podem acessar aplicativos bancários e executar transferências, pagamentos e outras operações sem que a vítima compreenda imediatamente o que está acontecendo.
A expressão “mão fantasma” faz referência justamente ao controle remoto do aparelho, que permite ao criminoso executar comandos à distância.
Com os elementos recolhidos nesta quarta, a DEIC do DEINTER-5 pretende aprofundar a análise financeira e dos equipamentos eletrônicos para identificar outros possíveis integrantes e delimitar a participação de cada investigado.
A investigação prossegue.
