
Um motociclista procurou a Polícia Militar na madrugada deste sábado (3) após afirmar ter sido vítima de um roubo cometido por três pessoas no centro de São José do Rio Preto.
Segundo o boletim de ocorrência, o crime teria ocorrido por volta das 2h30, nas proximidades do cruzamento das ruas Pedro Amaral e General Glicério.
A vítima contou à polícia que trafegava de motocicleta quando teria parado após ser chamada por uma mulher. Nesse momento, segundo seu relato, dois homens se aproximaram.
Um deles estaria armado com uma faca. A vítima afirmou ainda ter sido agredida com golpes de capacete e obrigada a desbloquear o celular e realizar uma transferência via Pix.
Ainda de acordo com a versão apresentada à polícia, a mulher teria revistado seus pertences e retirado objetos, entre eles uma caixa de som e um carregador portátil. A chave da motocicleta também teria sido levada.
Após receber as informações, policiais foram ao endereço indicado e encontraram uma mulher com características semelhantes às descritas pela vítima.
Durante a abordagem, foram localizados objetos apontados como pertencentes ao motociclista, entre eles uma caixa de som e um carregador portátil. A chave da motocicleta também foi recuperada, segundo o registro.
Versões diferentes
À polícia, porém, a mulher apresentou uma narrativa diferente.
Ela afirmou que conhecia a vítima e que os objetos teriam sido entregues voluntariamente como forma de pagamento após um encontro de natureza íntima. Também negou participação em qualquer roubo, ameaça ou agressão.
A vítima, por sua vez, manteve a versão de que havia sido roubada pela mulher em conjunto com outros dois homens.
Diante da divergência entre os relatos, a Polícia Civil avaliou que, naquele momento, não havia elementos independentes suficientes para sustentar uma prisão em flagrante da mulher.
O boletim destaca ainda a ausência de testemunhas presenciais independentes e menciona a possível existência de câmeras de segurança nas proximidades, cujas imagens poderão ajudar a esclarecer a dinâmica do episódio.
A mulher foi formalmente colocada na condição de investigada e liberada. O caso continuará sendo apurado pela Polícia Civil para identificar os outros envolvidos e estabelecer como os objetos chegaram à posse dela.
Homem é preso após ser encontrado sobre muro de ótica no centro de Rio Preto
Guardas municipais localizaram sacola com óculos, celulares, dinheiro e ferramenta; Polícia Civil registrou tentativa de furto qualificado
Um homem foi preso na noite desta sexta-feira (2) depois de ser encontrado sobre o muro de uma ótica na região central de São José do Rio Preto. Segundo o boletim de ocorrência, a Guarda Civil Municipal foi acionada por volta das 21h50 após uma denúncia de que havia uma pessoa dentro do estabelecimento, na rua Voluntários de São Paulo.
Ao chegar ao endereço, os agentes fizeram uma verificação externa e não visualizaram ninguém no interior da loja. Durante uma busca pela lateral do imóvel, porém, encontraram um homem sobre um muro que permitiria acesso ao estabelecimento.
Os guardas determinaram que ele mostrasse as mãos e descesse. Conforme o registro policial, a ordem foi atendida.
Antes de descer, o homem teria deixado sobre o muro uma sacola pertencente à ótica. Os agentes posteriormente recolheram o objeto e encontraram em seu interior dinheiro, uma ferramenta, dois aparelhos celulares e sete óculos, além de outros itens relacionados ao estabelecimento.
Nada ilícito foi localizado diretamente com o suspeito durante a revista pessoal.
Segundo o boletim, não foram constatados sinais de arrombamento. O homem teria informado aos guardas que entrou no comércio por uma abertura que já estava acessível.
O responsável pelo estabelecimento não foi localizado naquele momento, apesar das tentativas feitas pela equipe.
Na Central de Flagrantes, o homem foi informado de seus direitos e optou por permanecer em silêncio.
O delegado responsável pelo caso entendeu haver elementos para caracterizar, naquele momento, tentativa de furto qualificado e ratificou a prisão em flagrante. Não foi arbitrada fiança na delegacia, e a autoridade policial também representou pela conversão da prisão em preventiva.
O caso seguirá para análise da Justiça.
