Ministério Público acusa segurança de homicídio triplamente qualificado após morte em bar de Rio Preto

Rodrigo Lima
Keven Ígor Silveira Novaes, de 25 anos, foi preso na casa do pai dele em Planalto/imagem – reprodução

O Ministério Público do Estado de São Paulo apresentou denúncia por homicídio triplamente qualificado contra um segurança acusado de matar um homem durante uma confusão em um bar no bairro Vila Bom Jesus, em São José do Rio Preto. O crime ocorreu na noite de 26 de outubro de 2025 e teve como vítima Giovani Svolki da Silva, que morreu ainda no local.

De acordo com a acusação, o episódio teve início após um desentendimento considerado banal entre frequentadores do estabelecimento, motivado por ciúmes e troca de provocações entre mesas próximas. A denúncia aponta que, após a discussão, o acusado foi retirado do bar por seguranças, mas deixou o local e foi até um veículo, onde teria buscado uma arma de fogo.

Ainda segundo o Ministério Público, do lado de fora do bar houve novos confrontos físicos, envolvendo familiares tanto do acusado quanto da vítima. Em seguida, o denunciado teria se apossado de uma pistola calibre .40 pertencente ao pai e retornado em direção a Giovani. A vítima foi atingida inicialmente com uma coronhada e, na sequência, por disparos de arma de fogo – um deles pelas costas, quando tentava fugir.

O laudo necroscópico concluiu que Giovani morreu em razão de hemorragia interna causada pelos tiros, que atingiram órgãos vitais. A arma utilizada no crime foi apreendida e submetida à perícia, que constatou estar em perfeitas condições de funcionamento. No local também foram recolhidos projéteis e cápsulas deflagradas.

Na peça acusatória, o promotor de Justiça Hérico William Alves Destéfani sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e fútil, além do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizando as qualificadoras previstas no Código Penal. O Ministério Público pede que o réu seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri e requer a fixação de indenização mínima aos familiares da vítima.

O promotor também solicitou à Justiça o desmembramento do processo para apuração, em autos separados, de eventuais crimes de porte ilegal de arma de fogo e de lesões corporais envolvendo outras pessoas que participaram das agressões, por entender que esses fatos não se enquadram na competência da Vara do Júri.

 

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