A Câmara de São José do Rio Preto rejeitou nesta terça-feira (19) dois pedidos de abertura de comissão processante (CP) contra o prefeito Coronel Fábio Candido (PL). As denúncias tinham como foco principal o convênio de R$ 11,9 milhões firmado – e posteriormente cancelado – com a Santa Casa de Casa Branca.
Os requerimentos foram derrubados por 14 votos contrários e 8 favoráveis, em uma sessão marcada por embates políticos, discussões acaloradas e troca de acusações entre vereadores da base governista e parlamentares da oposição. As galerias foram tomadas por opositores ao governo, militantes de esquerda, munícipes e apoiadores da gestão.
O primeiro pedido havia sido protocolado por Fabiano de Jesus, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (ATEM). Na sequência, os vereadores analisaram uma segunda representação apresentada pela médica Merabe Muniz, pré-candidata a deputada federal pelo Avante, também rejeitada pelo plenário.
Durante a sessão, apenas os parlamentares favoráveis à abertura da comissão utilizaram a tribuna para defender a investigação. Vereadores contrários à criação da CP optaram por não se manifestar durante a discussão.
Entre os defensores da abertura da comissão, o vereador Odélio Chaves (Podemos) argumentou que o caso envolvendo o convênio cancelado justificava uma apuração mais aprofundada. Pedro Roberto (Republicanos) também declarou voto favorável e afirmou que os fatos levantados precisavam ser esclarecidos.
Renato Pupo (Avante) reforçou o discurso pela instalação da comissão processante, enquanto Robson Ricci (PSD), mesmo integrando a base de apoio do governo municipal, acompanhou a posição favorável à investigação.
O relator da CPI da Casa Branca, Abner Tofanelli (PSB), também discursou em defesa da abertura da comissão. Alexandre Montenegro (PL), por sua vez, fez críticas à condução do governo municipal e declarou apoio ao pedido de investigação.
João Paulo Rillo (PT) e Jean Dornelas (MDB) completaram o grupo de parlamentares que votaram favoravelmente à abertura da CP.
Do outro lado, a ampla maioria da Câmara acompanhou o entendimento de rejeição das denúncias, garantindo ao prefeito uma vitória política no plenário em meio ao desgaste provocado pela crise envolvendo o convênio na área da saúde.
Como votaram os vereadores
Favoráveis à abertura da comissão processante
Abner Tofanelli (PSB)
Alexandre Montenegro (PL)
Jean Dornelas (MDB)
João Paulo Rillo (PT)
Odélio Chaves (Podemos)
Pedro Roberto (Republicanos)
Renato Pupo (Avante)
Robson Ricci (PSD)
Contrários à abertura
Alex de Carvalho (PSB)
Anderson Branco (PP)
Bruno Marinho (PRD)
Bruno Moura (PL)
Cacá Fáxina (MDB)
Fábio Arcanjo (PL)
Francisco Júnior (União Brasil)
Professor Tadeu (União Brasil)
Jonathas Santos (Republicanos)
Júlio Donizete (PSD)
Klebinho Kizumba (PL)
Márcia Caldas (PL)
Pauléra (PP)
Rossini Diniz (MDB)
Não votou
Luciano Julião (PL), presidente da Câmara
