VEJA VÍDEO – Mulher esquartejada por açougueiro em Rio Preto é identificada e deixa três filhos

Rodrigo Lima

A mulher morta e esquartejada em São José do Rio Preto era mãe de três filhos. Após semanas de investigação, a Polícia Civil confirmou que a vítima era Amanda da Silva, de 30 anos, natural de Jandira, na Grande São Paulo, e que residia em Rio Preto.

A informação de que Amanda deixou três filhos foi confirmada durante as investigações. Até a entrevista concedida pelo delegado **André Amorim, da DEIC (Divisão Especializada de Investigações Criminais)**, não haviam sido divulgadas as idades das crianças nem com quem elas estão.

A identificação coloca nome e história na vítima de um dos crimes de maior repercussão recente na cidade e abre uma nova etapa da apuração: esclarecer definitivamente como Amanda morreu e qual foi a motivação do assassinato.

A Polícia Civil conseguiu chegar à identidade por meio do cruzamento de informações sobre pessoas desaparecidas, contato com familiares e trabalho pericial. A confirmação definitiva ocorreu após o tratamento de material das falanges e o confronto das impressões digitais com os dados levantados pelos investigadores.

Amanda não possuía passagens criminais, segundo Amorim.

O investigado Marciel permanece preso temporariamente. Em depoimento, ele afirmou que Amanda teria iniciado uma agressão e que, ao se defender, a empurrou. Segundo sua versão, ela caiu, bateu a cabeça em um móvel e morreu.

A narrativa, porém, é confrontada por elementos encontrados durante a investigação.

Informações preliminares da necropsia apontaram várias perfurações na região do tórax da vítima, lesões que podem contradizer a versão de uma morte provocada apenas por uma queda. A Polícia Civil ainda aguarda o laudo necroscópico definitivo para estabelecer tecnicamente a causa da morte.

Os investigadores também analisam imagens de câmeras de segurança para tentar localizar registros de Amanda ainda viva na região do Solo Sagrado e reconstruir seus últimos passos.

Além disso, a polícia aguarda o resultado do exame toxicológico. Marciel afirmou que Amanda teria consumido drogas na presença dele, mas, até o momento, essa versão não foi confirmada por perícia.

O inquérito está em fase final. Marciel permanece no CDP (Centro de Detenção Provisória), sob prisão temporária, enquanto a Polícia Civil aguarda os últimos laudos e conclui diligências antes de encaminhar o relatório ao Poder Judiciário.

Com a identificação oficial, o corpo de Amanda deverá ser liberado à família após os procedimentos do IML.

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