Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (17), o prefeito de São José do Rio Preto, coronel Fábio Candido (PL), afirmou que a cidade “se livrou de uma bomba fiscal” ao cancelar um empréstimo de R$ 649 milhões assinado pela gestão anterior, no fim do mandato. Segundo ele, o distrato foi feito sem multa ou taxa administrativa e evitou um reajuste de até 15% na conta de água.
Candido também destacou a renegociação de dívidas herdadas, que, de acordo com a Prefeitura, pode gerar economia de cerca de R$ 70 milhões aos cofres públicos. “Não é apenas uma vitória administrativa, mas uma medida que protege diretamente o bolso da população”, disse.
Semae assume gestão completa do saneamento
Outro ponto de destaque foi a sanção da lei que transfere para o Semae a gestão da coleta de resíduos sólidos e da drenagem urbana, além das funções que já desempenha de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Com isso, a autarquia passa a responder por todo o ciclo do saneamento básico no município.
O prefeito garantiu que a mudança não acarretará cobrança de tarifa ou taxa de lixo. “Muitas fake news circularam, mas quero deixar claro: não haverá cobrança extra. A Prefeitura será a responsável tarifária, e o cidadão não vai pagar nada além do que já paga”, afirmou.
Segundo Candido, a autarquia já iniciou estudos para mapear bocas de lobo e a rede de águas pluviais por meio de georreferenciamento, o que deve agilizar manutenções e prevenir enchentes. O contrato atual de coleta de lixo será substituído por uma nova licitação em 2026, mas os custos serão bancados pelo orçamento municipal.
IPTU e críticas da oposição
Candido também rebateu críticas sobre a atualização da planta genérica de valores do IPTU, que não era revista há 11 anos. O prefeito afirmou que a medida foi exigida pelo Tribunal de Contas e que ignorar o tema poderia levar à rejeição de contas e até à perda de mandato.
Para suavizar o impacto, o valor venal estimado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) foi reduzido em cerca de 37%. O Executivo ainda incluiu descontos de 30% para pagamento à vista e 20% em até quatro parcelas, além de isenção para cerca de 21 mil imóveis de caráter social.
De acordo com a Prefeitura, entre os 260 mil cadastros de imóveis da cidade, 160 mil terão redução ou benefícios diretos. “Essa é uma medida de coragem, feita para garantir o equilíbrio fiscal e impedir um rombo de R$ 150 milhões no orçamento de 2026. Sem isso, não teríamos recursos para saúde, segurança e educação”, disse o prefeito.
O estudo da Fipe, que embasou a atualização, custou cerca de R$ 600 mil.
Candido finalizou pedindo que as mudanças sejam vistas como parte de uma política de responsabilidade fiscal. “Cortamos gastos, renegociamos dívidas e estamos reestruturando a cidade para que Rio Preto tenha futuro”, afirmou.
