VEJA VÍDEO – Bottas lança ofensiva contra a dengue e pede mobilização da população em Rio Preto

Rodrigo Lima

O secretário de Saúde de São José do Rio Preto, Rubem Bottas, e a coordenadora de Vigilância em Saúde, Andréia Negri, apresentaram nesta terça-feira (4) o plano de contingência para o enfrentamento da dengue nos próximos meses. A exposição ocorreu na tribuna da Câmara Municipal, durante a primeira parte da 40ª sessão ordinária, e detalhou as principais ações da Prefeitura para evitar que a cidade volte a liderar o ranking nacional de casos da doença, como ocorreu no início de 2025 – foram cerca de 50 mil no total.

“No começo da gestão, Rio Preto foi a cidade com maior número absoluto de casos de dengue, o que trouxe atrasos nos planejamentos da saúde. O combate à dengue é inegociável para não vivermos novamente aquela situação”, afirmou Bottas, destacando que o município mantém diálogo constante com o Ministério da Saúde para buscar novas soluções tecnológicas e logísticas.

Segundo Andréia Negri, o plano municipal, que normalmente é iniciado em novembro, foi antecipado para setembro, com o objetivo de prevenir o aumento sazonal dos casos entre outubro e março. “Incluímos no plano o monitoramento constante da situação epidemiológica, capacitação das equipes de saúde, abertura de atas de registro de preços e estratégias assistenciais diferenciadas”, explicou a coordenadora.

Capacitação e novas tecnologias

Durante entrevista ao Diário do Rodrigo Lima, Bottas destacou que a Secretaria antecipou as capacitações de médicos e agentes comunitários, além de incluir os conselhos locais de saúde no planejamento. “No início do ano enfrentamos a epidemia enquanto ainda capacitávamos as equipes. Desta vez, queremos chegar preparados antes do aumento da incidência”, disse.

Entre as medidas anunciadas está a ampliação do uso das EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), tecnologia criada em parceria com o Ministério da Saúde. Rio Preto recebeu inicialmente três mil unidades e, posteriormente, mais três mil, cobrindo grande parte do território urbano. “É uma estratégia inovadora que tem dado resultado. Estamos conversando com o Ministério para trazer ainda mais equipamentos”, afirmou o secretário.

Vacinação e conscientização

Bottas também reforçou a importância da vacinação contra a dengue para o público de 10 a 14 anos, disponível na rede municipal. Segundo ele, a adesão ainda é baixa e a população precisa se mobilizar. “A dengue é uma responsabilidade coletiva, não apenas da Secretaria de Saúde. Cada morador precisa fazer sua parte: eliminar criadouros, evitar água parada e levar as crianças para vacinar. Ampliamos horários nas UBSs e disponibilizamos a vacina até aos sábados”, pontuou.

Ações integradas e prevenção comunitária

O plano de contingência conta ainda com o mutirão “Cidade Limpa”, retomado por decreto do prefeito Coronel Fábio Cândido. A ação, que não ocorria desde 2019, envolve várias secretarias e busca eliminar focos do mosquito em bairros críticos.

“Não adianta nos prepararmos tecnicamente se a sociedade não colaborar. Precisamos da população junto nessa luta”, disse Bottas, enfatizando que o trabalho será intersetorial — unindo limpeza urbana, educação, vigilância e comunicação.

Expectativa para 2026

Questionado sobre a possibilidade de uma nova epidemia, o secretário foi cauteloso: “Não posso garantir que não teremos novos surtos. O clima de Rio Preto, com calor e umidade, favorece a proliferação do mosquito. Mas estamos determinados a reduzir os casos e a letalidade. O município está muito mais preparado do que no início da gestão.”

Com o plano antecipado, a rede de saúde busca evitar que o município volte a ser símbolo da crise sanitária enfrentada no verão de 2025. “O combate à dengue não tem partido nem pausa. É dever de todos proteger a saúde da população”, concluiu Bottas.

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