
A Polícia Civil prendeu em flagrante uma mulher suspeita de comercializar medicamentos irregulares para emagrecimento em São José do Rio Preto, no interior paulista. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (5), durante a Operação “Falsa Medida”, deflagrada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic).
A investigação teve início após policiais identificarem publicações em redes sociais que anunciavam a venda de medicamentos proibidos ou sem autorização no Brasil. Segundo a Polícia Civil, os produtos eram divulgados por perfis no Instagram e, após o primeiro contato, os interessados eram direcionados para grupos no WhatsApp, onde recebiam informações sobre valores e orientações para retirada das substâncias.
De acordo com os investigadores, os medicamentos eram entregues em uma loja de roupas femininas localizada na região dos Damhas, em Rio Preto. O estabelecimento funcionava como ponto de retirada para os compradores.
Com base nas evidências reunidas durante as apurações, a polícia solicitou à Justiça mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos tanto na loja quanto na residência da investigada, situada em um condomínio residencial de alto padrão na mesma região da cidade.
Durante as diligências, os policiais apreenderam ampolas de um medicamento conhecido como “TG”, cuja comercialização é proibida no país, além de canetas emagrecedoras de origem irregular. Também foram encontrados seringas, agulhas descartáveis e caixas térmicas utilizadas para o armazenamento e transporte dos produtos.
Na casa da suspeita, os agentes localizaram ainda ampolas de medicamentos proibidos e hormônio masculino, o que, segundo a Polícia Civil, reforça os indícios de comercialização irregular.
A mulher foi conduzida à sede da Deic e autuada em flagrante com base no artigo 273 do Código Penal, que prevê punição para quem expõe à venda ou comercializa medicamentos sem registro ou autorização de órgãos sanitários competentes.
As investigações continuam para identificar possíveis fornecedores, eventuais colaboradores e a extensão da rede de distribuição dos produtos.
Em nota, a Polícia Civil alertou que o uso de medicamentos adquiridos fora dos canais legais pode representar riscos significativos à saúde, incluindo complicações médicas graves.
