No Dia Municipal da Capoeira, celebrado nesta segunda-feira, 3 de agosto, em São José do Rio Preto, o vereador e pré-candidato a deputado estadual Bruno Moura (PL) afirmou que a capoeira não pode ser utilizada como instrumento de disputa partidária. Em entrevista ao Podcast Diário do Rodrigo Lima, ele defendeu que a manifestação cultural deve permanecer apartidária e voltada à preservação de sua história e identidade.
Com trajetória construída dentro da capoeira, Moura disse que a modalidade reúne pessoas de diferentes origens, crenças e posicionamentos políticos. Segundo ele, embora cada praticante tenha liberdade para manifestar suas convicções pessoais, isso não autoriza a atribuir um posicionamento ideológico ao movimento como um todo.
O vereador afirmou que decidiu se manifestar após a repercussão de declarações que classificavam a capoeira como um movimento ligado à esquerda. Para ele, esse tipo de associação busca utilizar uma expressão cultural brasileira em benefício de projetos políticos.
Durante a entrevista, Moura ressaltou que a capoeira é reconhecida internacionalmente como patrimônio cultural e lembrou que a prática ultrapassa questões partidárias, religiosas e raciais. Na avaliação dele, preservar esse caráter universal é fundamental para manter a essência da modalidade.
Ao comentar sua experiência como atleta e professor, o parlamentar destacou que a capoeira transformou sua trajetória pessoal e lhe abriu oportunidades em diversos países. Segundo ele, a modalidade também desempenha papel importante na formação de crianças e adolescentes atendidos por projetos sociais, contribuindo para disciplina, inclusão social e desenvolvimento humano.
Moura ainda defendeu maior investimento em cultura e esporte por parte do poder público. Para ele, manifestações culturais tradicionais, como a capoeira, ainda recebem menos reconhecimento do que deveriam, apesar de seu impacto social e educacional.
Na entrevista, o pré-candidato reforçou que a capoeira deve permanecer como patrimônio cultural aberto a todos os brasileiros, independentemente de posicionamento político.
“O capoeirista pode ter lado político. A capoeira, não.”
