VEJA VÍDEO – Flanelinhas voltam a agir no entorno do HB e GCM reforça que vítimas precisam denunciar para caracterizar extorsão

Rodrigo Lima

A atuação de flanelinhas nas ruas do entorno do Hospital de Base (HB), em São José do Rio Preto, voltou a gerar reclamações de motoristas e pacientes que frequentam uma das áreas de maior circulação da cidade. Relatos encaminhados ao Diário do Rodrigo Lima apontam que pessoas estariam sendo coagidas a pagar por vagas em vias públicas e que alguns ocupavam espaços com cones para impedir o estacionamento de veículos.

Durante uma fiscalização acompanhada pelo Diário, um dos homens abordados foi questionado sobre denúncias de que estaria intimidando principalmente mulheres que estacionavam na região.

“Você tem ciência de que não pode cobrar das pessoas para estacionarem aqui? A rua é pública”, afirmou o responsável pela abordagem.

O homem negou que estivesse coagindo motoristas e alegou que havia um desentendimento específico com uma mulher que estacionava frequentemente no local.

“Todo dia ela vinha e fazia brincadeira comigo”, respondeu.

Na sequência, ele também foi advertido sobre a utilização de cones para reservar vagas em via pública.

“Nós chegamos aqui e tinha um cone na vaga. Você sabe que não pode reservar espaço em uma rua pública”, foi informado durante a fiscalização.

O homem respondeu que havia compreendido a orientação e reconheceu que não poderia manter a prática.

Reclamações frequentes

Motoristas ouvidos pelo Diário relatam que situações semelhantes ocorrem com frequência nas imediações do Hospital de Base, onde a grande procura por vagas favorece a atuação de pessoas que tentam transformar espaços públicos em fonte de renda.

Segundo os relatos, além da cobrança por dinheiro, alguns condutores afirmam sentir-se constrangidos diante da insistência dos flanelinhas, principalmente quando recusam efetuar qualquer pagamento.

A reserva irregular de vagas com cones também aparece entre as principais reclamações.

GCM promete intensificar fiscalização

Após as denúncias, a Guarda Civil Municipal informou que pretende reforçar as ações no entorno do Hospital de Base para coibir esse tipo de prática.

Ao Diário, o subcomandante da corporação, Márcio Martino, explicou que a simples presença de flanelinhas na via pública não configura automaticamente crime. Segundo ele, para que haja responsabilização por extorsão, é necessário que a vítima formalize a ocorrência.

“É necessário que as vítimas queiram registrar ocorrência para prisão por extorsão”, afirmou.

A corporação orienta que qualquer motorista que se sinta ameaçado, intimidado ou coagido a realizar pagamentos comunique imediatamente uma equipe da GCM ou da Polícia Militar e registre boletim de ocorrência. O depoimento da vítima é considerado elemento essencial para que a autoridade policial possa apurar eventual prática criminosa.

Enquanto a fiscalização é intensificada, a orientação permanece a mesma: vagas em ruas públicas pertencem à coletividade e não podem ser reservadas ou exploradas por particulares sem autorização do poder público.

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