EXCLUSIVO – Conheça o Juninho, o homem dos bastidores do Mirassol que ajudou a levar o clube à Libertadores

Rodrigo Lima

Vice-presidente do Mirassol Futebol Clube, Juninho Antunes, afirmou que o clube viverá em 2026 o período de maior responsabilidade de sua história, após garantir vaga inédita na Copa Libertadores e encerrar o Campeonato Brasileiro entre os primeiros colocados. A avaliação foi feita em entrevista ao Diário do Rodrigo Lima, durante as comemorações do centenário do clube.

Segundo ele, a meta inicial da diretoria no início da temporada era apenas assegurar a permanência na Série A. O desempenho acima das expectativas, no entanto, levou o time a uma conquista considerada histórica para o futebol do interior paulista. “O primeiro objetivo era manter a divisão. O que aconteceu depois foi fruto do trabalho da comissão técnica e dos jogadores. Realizamos um sonho”, afirmou.

Antunes atribui o avanço esportivo do Mirassol a investimentos estruturais feitos ao longo dos últimos anos, especialmente no centro de treinamento e nas categorias de base. Para ele, a consolidação dessa organização foi decisiva para elevar o patamar competitivo do clube.

A vaga na Libertadores também pode trazer impactos logísticos e econômicos para a região. O dirigente citou tratativas com órgãos federais e com a Receita Federal para viabilizar a utilização do aeroporto local em voos internacionais ligados à competição. A medida, segundo ele, deve facilitar a entrada e saída do clube em jogos fora do país.

Herança familiar e ligação histórica com o clube

Juninho Antunes destacou ainda a relação histórica de sua família com o Mirassol. O avô atuou como dirigente nos anos 1950, e um tio integrou a diretoria na década de 1980. Para o atual vice-presidente, a conquista da vaga internacional representa também um reconhecimento pessoal dessa trajetória.

“Sou filho de Mirassol. Isso é uma realização que não tem como descrever”, disse.

Para 2026, a diretoria projeta reforçar o elenco para enfrentar simultaneamente as disputas nacionais e a Libertadores. Segundo Antunes, as primeiras reuniões de planejamento já foram realizadas, mas ainda não há negociações avançadas divulgadas oficialmente.

A manutenção de parte da base atual também é tratada como prioridade, embora o dirigente reconheça que o assédio de clubes maiores deve aumentar. “Vai depender da situação financeira e se a negociação for boa para todos”, afirmou.

Outro projeto confirmado é a criação da equipe de futebol feminino do Mirassol, com início previsto para janeiro de 2026. Segundo Antunes, a iniciativa seguirá os mesmos princípios administrativos aplicados no time masculino.

Patrocínios e desafios financeiros

O dirigente ressaltou que o crescimento do clube aumenta as exigências financeiras, mas defendeu a valorização dos patrocinadores atuais. Para ele, a relação construída ao longo dos anos com parceiros comerciais foi fundamental para a sustentabilidade do projeto esportivo.

“No futebol, dinheiro é importante, mas parceria é essencial. É como em qualquer empresa: você precisa ser parceiro de quem é seu parceiro”, afirmou.

Libertadores 

Sem histórico prévio na competição continental, o Mirassol deve iniciar sua campanha nos potes inferiores do sorteio, o que pode colocá-lo diante de clubes tradicionais da América do Sul logo na fase inicial. Antunes citou possíveis confrontos com equipes como Boca Juniors e River Plate como exemplos do novo patamar alcançado.

Segundo ele, o projeto do clube começa a ganhar visibilidade fora do Brasil. “Hoje tem gente da Europa e até da Ásia procurando saber qual é o segredo do Mirassol. O segredo é honestidade, transparência e parceria”, afirmou.

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