Em meio à comoção por morte de criança em UPA, Coronel Fábio anuncia maior mutirão da Saúde em Rio Preto

Rodrigo Lima

São José do Rio Preto viveu um momento de forte impacto emocional e anúncio estrutural na saúde pública nesta sexta-feira (24). Ao iniciar uma coletiva para divulgar o maior mutirão de exames já realizado no município, o prefeito Coronel Fábio Cândido interrompeu o tom institucional e se emocionou ao falar sobre a morte de uma criança de 2 anos após atendimento na UPA Norte.

Visivelmente abalado, o prefeito pediu desculpas e afirmou que o caso atingiu profundamente toda a cidade. Disse que a gestão trata cada morador como parte de uma grande família e determinou a abertura imediata de uma apuração rigorosa sobre o atendimento. Também manifestou solidariedade à família da criança, em um trecho que marcou o início da coletiva.

A declaração abriu espaço para um anúncio considerado estratégico pela administração municipal: um mutirão inédito para reduzir drasticamente a fila por exames na rede pública.

Segundo a Prefeitura, cerca de 63 mil exames estão represados, com pacientes aguardando há anos – alguns desde 2018. A proposta é zerar essa demanda em até 90 dias por meio de um modelo emergencial que inclui unidades móveis equipadas, instaladas em pontos estratégicos da cidade. CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO.

O investimento previsto é de aproximadamente R$ 12 milhões, com expectativa de ressarcimento posterior pelo Ministério da Saúde, dentro de programas federais voltados à ampliação do acesso a diagnósticos.

O secretário municipal de Saúde detalhou que o mutirão não se limitará à realização de exames isolados. O modelo prevê um ciclo completo de atendimento, com diagnóstico, retorno médico e encaminhamento para tratamento, evitando que o paciente volte a enfrentar novas filas dentro do sistema.

Entre os procedimentos ofertados estão exames de imagem como raio-X, ultrassonografias, tomografias, além de exames mais complexos, conforme a demanda identificada pela Secretaria.

A estratégia inclui contato direto com os pacientes que já estão na fila, priorizando casos antigos e organizando o fluxo para garantir agilidade. A meta, segundo a gestão, é não apenas reduzir a espera, mas evitar agravamento de quadros clínicos e possíveis desfechos mais graves.

O anúncio ocorre em um contexto de pressão sobre o sistema de saúde e ganha ainda mais relevância diante do episódio que abalou a cidade. Ao conectar a dor recente com a necessidade de resposta estrutural, o prefeito reforçou que investimentos na área são fundamentais para preservar vidas.

A investigação sobre a morte da criança segue em andamento, tanto na esfera policial quanto administrativa. Paralelamente, o mutirão deve começar nas próximas semanas e é tratado pela Prefeitura como uma das principais ações da atual gestão na área da saúde.

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