
Vítima e suspeito apresentam versões diferentes sobre agressão; caso foi registrado como tentativa de homicídio
Um homem de 60 anos sofreu ferimentos no braço durante um confronto com facão na avenida Potirendaba, no Jardim Santa Luzia, em São José do Rio Preto, na tarde de sexta-feira (30). A ocorrência foi registrada em flagrante como tentativa de homicídio.
Segundo o boletim, policiais militares encontraram a vítima ferida, já recebendo atendimento do Corpo de Bombeiros, e o outro envolvido com respingos de sangue na camisa. Os dois foram separados e identificados.
A vítima relatou que havia discutido com o suspeito cerca de quatro quarteirões antes do local da agressão. Depois, estacionou para fazer um saque em uma agência bancária e teria sido surpreendida pelo homem, que se aproximou com um facão e a empurrou ao chão.
Ainda de acordo com o depoimento, o suspeito passou a desferir golpes enquanto a vítima tentava se proteger com os braços. O homem de 60 anos afirmou acreditar que os ataques eram dirigidos à cabeça e ao pescoço. Disse ter sofrido diversos cortes e recebido ajuda de pessoas que estavam no local até a chegada dos bombeiros. Posteriormente, foi encaminhado ao hospital.
O suspeito apresentou outra versão. Afirmou que havia sido insultado e ameaçado anteriormente pela vítima com um pedaço de madeira. Os policiais registraram que não encontraram nenhum objeto dessa natureza.
Ele admitiu ter saído do carro com um facão, que, segundo declarou, mantinha no veículo para uso doméstico. Disse ter atingido a perna esquerda da vítima com a lateral da ferramenta e sustentou que o corte no antebraço ocorreu quando o outro homem tentou segurar a lâmina.
O suspeito também afirmou ter permanecido no local até a chegada da PM e alegou que continuou sendo ameaçado após o confronto.
Um facão com cabo de madeira e uma camiseta com manchas de sangue foram apreendidos. A Polícia Civil registrou as divergências entre os depoimentos quanto ao início da agressão, às supostas ameaças e à forma como os ferimentos foram provocados.
A comunicação da ocorrência foi feita às 14h07. Em uma atualização às 17h28, o boletim teve a classificação alterada de lesão corporal para tentativa de homicídio. As páginas fornecidas não informam o resultado de eventual audiência de custódia nem o estado de saúde da vítima após o atendimento.
Mulher relata perda de R$ 3 mil após fornecer dados a falso auxiliar de curso em Rio Preto
Vítima diz que enviou fotos do rosto e confirmou biometria sob pretexto de atualizar cadastro; empréstimo também teria sido contratado sem autorização
Uma mulher de 54 anos procurou a Polícia Civil na noite de sexta-feira (30) após identificar transações bancárias que afirma não ter autorizado, com prejuízo de R$ 3.088,82. Segundo o relato, ela havia fornecido informações pessoais a alguém que se apresentou como auxiliar da organização de um curso de bordado.
A vítima, de São José do Rio Preto, contou que comprou o curso em 2025, com pagamento parcelado. Recentemente, acreditando conversar com um dos responsáveis pela atividade, passou a trocar mensagens com o suposto funcionário.
Durante o contato, o interlocutor pediu dados pessoais, incluindo o CPF, além de fotografias do rosto e confirmações biométricas pelo celular. A justificativa era que os procedimentos seriam necessários para validar seu cadastro.
O boletim situa a ocorrência às 17h50 de sexta-feira. No depoimento, a mulher afirmou que, por volta das 19h, o aparelho começou a apresentar problemas e travou, impedindo sua utilização. Ao consultar a conta bancária, percebeu movimentações desconhecidas.
Foram identificados cinco Pix, que somavam R$ 2.673,62, e uma compra de R$ 415,20 em uma plataforma de delivery. A mulher declarou não conhecer a destinatária das transferências.
Ela também relatou a contratação de um empréstimo de aproximadamente R$ 5 mil em seu nome. Esse valor foi creditado na conta e não integra o total de perdas informado no boletim. Outras movimentações teriam sido programadas, mas, segundo a vítima, foram impedidas após o bloqueio do cartão e a adoção de medidas junto ao banco.
O caso foi comunicado à polícia às 22h30. Comprovantes foram anexados ao registro, encaminhado ao distrito responsável para apuração de estelionato praticado por meio eletrônico. A autoria não havia sido identificada.
Motociclista fica ferido em colisão e relata que motorista saiu após anúncio de chamada à PM
Acidente ocorreu na rua General Glicério, na tarde de sexta-feira; imagens de uma empresa foram entregues à Polícia Civil
Um motociclista de 26 anos relatou à Polícia Civil ter ficado ferido em uma colisão com um carro na rua General Glicério, em São José do Rio Preto, por volta das 17h10 de sexta-feira (30).
Segundo o boletim de ocorrência, ele seguia no sentido centro-bairro quando um veículo dirigido por uma mulher de 52 anos teria cruzado sua trajetória e desrespeitado a preferência de passagem.
O motociclista afirmou que caiu após o impacto e sofreu lesões no lado direito do corpo, acima da coxa. A moto também teve danos no lado direito.
Ainda conforme seu depoimento, a motorista parou para prestar socorro e entregou uma cópia de seu documento e um telefone de contato. Ela teria deixado o local depois de o homem informar que acionaria a Polícia Militar para registrar o acidente.
A versão da condutora não consta nas páginas do boletim fornecidas.
O motociclista apresentou um vídeo de câmeras de segurança de uma empresa situada em frente ao ponto da colisão. As imagens foram anexadas ao registro para análise pela Polícia Civil.
A ocorrência foi comunicada às 20h16 e registrada como lesão corporal culposa na direção de veículo, classificação utilizada para situações sem intenção de ferir. Foi expedida uma guia para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. As circunstâncias do acidente serão apuradas pelo distrito responsável.
Funcionária de padaria relata humilhações e corte de comissões em Rio Preto
Balconista afirma que empregador arremessou caixas e exigiu que trabalhadores as recolhessem; ocorrência foi registrada como não criminal
Uma balconista de 65 anos registrou um boletim de ocorrência na noite de sexta-feira (30), em São José do Rio Preto, para relatar situações que considera humilhantes no trabalho e o descumprimento de condições acertadas na contratação.
Segundo a trabalhadora, o episódio mais recente ocorreu naquela tarde, em uma padaria no Parque Industrial. Ela afirmou que o empregador arremessou caixas dentro do estabelecimento e determinou que os funcionários as recolhessem, mencionando a possibilidade de demissão caso não obedecessem.
A mulher declarou trabalhar no local desde 28 de agosto de 2026. Na admissão, segundo seu relato, foram combinados salário, benefícios, vales e comissões sobre vendas.
Desde então, afirmou, a forma de pagamento dos benefícios sofreu mudanças frequentes, com a retirada de alguns deles. A balconista disse ainda que, após as eleições, o empregador anunciou que os funcionários deixariam de receber comissões. O boletim não esclarece o motivo dessa decisão.
A trabalhadora também relatou episódios recorrentes de desrespeito dirigidos a ela e aos colegas. Na sexta-feira, disse ter deixado a padaria antes do fim do expediente, sem registrar a saída no ponto, por não suportar o tratamento recebido.
Ao procurar a polícia, às 19h42, informou que pretende buscar providências na Justiça do Trabalho.
O registro foi classificado como ocorrência não criminal e encaminhado à unidade policial da área. O documento reúne a versão da funcionária e não contém manifestação do empregador.
Homem relata prejuízo de R$ 19 mil após contato de falso gerente em Rio Preto
Mensagens começaram dez dias antes da fraude e incluíram oferta de crédito e aviso de bloqueio de acesso à conta empresarial
Um homem de 67 anos registrou um boletim de ocorrência em São José do Rio Preto após identificar uma movimentação bancária de R$ 19 mil que afirma não ter autorizado. Segundo seu relato, a fraude ocorreu na manhã de sexta-feira (30), depois de receber orientações de uma pessoa que se apresentou pelo WhatsApp como seu novo gerente de relacionamento.
A conta atingida pertence a uma empresa. O interlocutor teria usado como justificativa uma suposta transferência do atendimento bancário de Guapiaçu para Rio Preto.
As conversas apresentadas à polícia mostram que o contato começou em 20 de outubro, às 12h12. Em um áudio, o suposto gerente afirmou que passaria a atender a empresa e pediu que seu número fosse salvo. Naquela tarde, a vítima perguntou se ele seria o novo responsável pela conta e recebeu uma confirmação por escrito.
Em 27 de outubro, o contato enviou uma oferta de crédito do Pronampe, acompanhada de uma imagem publicitária. No dia seguinte, às 16h04, passou a alegar uma pendência na atualização do acesso bancário empresarial.
Segundo o boletim, a mensagem orientava a realização do procedimento por computador ou notebook. Uma imagem enviada na conversa alertava para um suposto bloqueio de acesso de clientes com pendências cadastrais.
O atendimento foi agendado para a manhã de sexta-feira. A partir das 9h11, a vítima retomou a conversa e foi informada de que outra pessoa conduziria o procedimento por telefone. Às 10h35, recebeu um endereço eletrônico apresentado como relacionado ao banco.
O homem declarou ter seguido as orientações e, posteriormente, constatado o prejuízo. O registro não esclarece se a movimentação ocorreu por Pix, TED ou outra modalidade, nem informa o horário da operação ou o destinatário dos recursos.
A ocorrência foi comunicada às 12h48. Foram apresentados extrato bancário, conversas exportadas do WhatsApp, dez arquivos de áudio e imagens utilizadas no contato. A polícia ressalvou que o material ainda depende de verificação e que a identidade dos interlocutores não está confirmada.
O caso foi registrado como estelionato mediante fraude eletrônica e encaminhado para investigação. Entre as diligências previstas estão a identificação dos beneficiários dos valores, a análise do telefone e do endereço eletrônico utilizados e a obtenção de registros junto à instituição financeira. Não há informação no boletim sobre recuperação do dinheiro.
