
Golpista usou WhatsApp e convenceu vítima a fazer duas transferências; caso foi registrado na noite de quarta-feira (28)
Um empresário de 39 anos relatou à Polícia Civil ter perdido R$ 53 mil após receber orientações de uma pessoa que se apresentou como gerente de banco, em São José do Rio Preto. As transferências ocorreram na noite de quarta-feira (28), e o boletim de ocorrência foi registrado às 22h29.
Segundo o relato, o primeiro contato aconteceu por volta do meio-dia, quando o empresário recebeu um SMS aparentemente enviado por sua instituição financeira. Ao acessar a mensagem e se deparar com solicitações de dados cadastrais, desconfiou e interrompeu o procedimento.
No final da tarde, outra abordagem foi feita pelo WhatsApp. O interlocutor utilizava fotografia e identificação que aparentavam pertencer ao banco e afirmou que as contas da vítima estavam sendo movimentadas de forma fraudulenta.
Embora o empresário tivesse consultado suas contas e não identificado irregularidades, o suposto gerente o convenceu de que seu celular havia sido clonado e de que as operações ocorriam por meio de espelhamento do aparelho.
O homem passou, então, a seguir instruções para realizar transferências que, segundo o interlocutor, serviriam para identificar e cancelar as movimentações suspeitas. Os comprovantes apresentados à polícia mostram dois pagamentos destinados à mesma empresa: R$ 41 mil às 20h30 e R$ 12 mil às 21h06.
O empresário percebeu o golpe ao consultar o contato verdadeiro de sua gerente. Em seguida, comunicou o banco e solicitou a contestação das transações.
A ocorrência foi registrada como estelionato de autoria desconhecida. Os comprovantes foram anexados ao boletim, e o depoimento da vítima foi gravado em áudio e vídeo. O documento não informa se houve recuperação dos valores.
Casal de aposentados relata perda de R$ 11,6 mil em golpe de falso advogado
Criminosos prometeram liberar dinheiro de processo e simularam procedimento judicial; filha alertou os pais durante a chamada
Um casal de aposentados, de 74 e 68 anos, procurou a Polícia Civil após identificar movimentações bancárias não autorizadas que somam aproximadamente R$ 11,6 mil, em São José do Rio Preto. O golpe ocorreu na quarta-feira (28), a partir das 13h30, e foi comunicado à polícia às 17h25.
Segundo o boletim de ocorrência, o aposentado possui uma ação judicial em andamento e recebeu mensagens pelo WhatsApp que aparentavam ter sido enviadas por seu advogado. O contato informava que o processo havia sido julgado favoravelmente e que existiam valores a receber.
Na sequência, uma pessoa se apresentou como representante da Justiça e afirmou que seria necessário participar de uma suposta audiência on-line para liberar o dinheiro.
Durante a chamada, os interlocutores orientaram o casal a utilizar dois celulares e executar procedimentos em aplicativos bancários. As instruções eram apresentadas como etapas de conferência e liberação dos recursos do processo.
A filha dos aposentados percebeu sinais de irregularidade e alertou os pais. A mulher entrou em contato com o advogado por um número que já conhecia e foi informada de que ele não havia enviado mensagens nem feito aquela abordagem.
Da conta do aposentado saiu um Pix de R$ 2.299,99, registrado às 15h12. A mulher relatou outras duas movimentações, de aproximadamente R$ 7 mil e R$ 2,3 mil, provenientes de sua poupança. Ela não soube precisar a modalidade dessas operações.
O homem também informou que sua conta ficou com saldo negativo de cerca de R$ 2,9 mil após as movimentações. Esse saldo não foi somado às transferências, pois o relato não esclarece se representa uma perda adicional.
Além do prejuízo financeiro, o aposentado manifestou preocupação com o uso de documentos e dados pessoais fornecidos durante o contato. O caso foi registrado como estelionato, sem identificação dos autores.
Compra de peça automotiva pela internet termina em dois golpes, relata família
Promessa de reembolso levou a novos pagamentos; prejuízo informado em negociações distintas soma cerca de R$ 2,6 mil
Uma moradora de São José do Rio Preto relatou à Polícia Civil dois golpes sofridos pela família durante tentativas de comprar uma peça de acabamento de farol pela internet. Os pagamentos descritos no boletim somam aproximadamente R$ 2.566.
A primeira negociação começou na sexta-feira (23). O registro indica 17h como horário da ocorrência inicial. O caso foi comunicado à polícia na quarta-feira (28), às 17h05.
Segundo o relato, o marido da mulher encontrou a peça em um site e recebeu a confirmação de que o produto estava disponível. Ele pagou cerca de R$ 163 via Pix, utilizando a conta da esposa. Posteriormente, ao tratar da entrega, foi informado de que o item estava em falta.
O suposto vendedor concordou em devolver o dinheiro, mas condicionou o reembolso à realização de procedimentos no aplicativo bancário. Um filho do casal assumiu a conversa e inseriu um código enviado pelo interlocutor. Em vez de receber a restituição, a família fez uma nova transferência, de aproximadamente R$ 164.
Na segunda-feira (26), o homem voltou a entrar em contato. A mulher passou a conduzir a conversa e foi orientada a realizar outra operação para corrigir um suposto erro anterior.
Ela afirmou ter questionado a quantia de R$ 2.040 exibida na tela, mas ouviu que se tratava apenas de um código. Após confirmar o procedimento, verificou que havia transferido esse valor por Pix.
O interlocutor ainda tentou induzi-la a fazer outra operação, de aproximadamente R$ 1,8 mil. Dessa vez, ela se recusou e encerrou a ligação.
A família também relatou uma segunda tentativa de compra da mesma peça, em outro site, com pagamento de R$ 199. Após uma cobrança adicional de transporte, o marido pesquisou a página e concluiu que ela reproduzia fraudulentamente um comércio legítimo.
Segundo a mulher, o verdadeiro responsável pelo estabelecimento confirmou que os dados da empresa estavam sendo utilizados indevidamente. A peça não foi entregue.
A vítima procurou o banco para solicitar bloqueio e contestação das operações e apresentou os comprovantes à Polícia Civil. O caso foi registrado como estelionato.
Mulher é levada à delegacia após suspeita de furto de roupas e calçados em Rio Preto
Mercadorias somavam R$ 249,97; delegado citou princípio da insignificância e encaminhou ocorrência para aprofundar a apuração
Uma mulher foi levada à delegacia após ser abordada por funcionários de uma loja sob suspeita de furtar duas camisetas e um par de calçados, na quarta-feira (28), em São José do Rio Preto. Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 14h06, na rua Prudente de Moraes, no Parque Industrial.
Funcionários relataram à polícia que a suspeita foi vista escondendo mercadorias. A equipe de prevenção de perdas acompanhou sua movimentação pelas câmeras e identificou o momento em que ela teria colocado um par de calçados em uma sacola preta.
Após a saída da mulher, trabalhadores acompanharam seu trajeto e fizeram a abordagem. Os produtos, avaliados em R$ 249,97, foram recuperados. Conforme os depoimentos registrados, ela admitiu ter retirado as peças e pediu desculpas.
A Polícia Militar foi acionada e conduziu a mulher ao plantão policial. Um representante da loja informou que o sistema de monitoramento registrou a ação e que as imagens poderiam ser disponibilizadas para instruir o procedimento. O boletim prevê a devolução das mercadorias ao estabelecimento mediante termo próprio.
Na análise da ocorrência, o delegado destacou que a investigada não tinha anotações criminais e citou entendimento do Superior Tribunal de Justiça sobre a aplicação do princípio da insignificância em casos de subtração de bens de pequeno valor.
O despacho menciona o parâmetro de 20% do salário mínimo e a condição da vítima como pessoa jurídica. Com esses fundamentos, a autoridade determinou o registro da ocorrência e seu encaminhamento à delegacia responsável pela região para aprofundamento das apurações. Não houve registro de prisão em flagrante.
A última página também retifica o local do atendimento. Embora o cabeçalho identifique a Delegacia de Defesa da Mulher, o documento esclarece que a ocorrência foi registrada no plantão da Delegacia Seccional de Rio Preto.
Aposentado relata prejuízo de R$ 17 mil após acessar site de leilão em Rio Preto
Homem recebeu contatos de pessoas que se apresentaram como representantes de banco; ele afirma não ter autorizado as movimentações
Um aposentado de 63 anos procurou a Polícia Civil de São José do Rio Preto após identificar movimentações bancárias que não reconhece e estimar um prejuízo de aproximadamente R$ 17 mil. Segundo o boletim de ocorrência, os fatos aconteceram na terça-feira (27), em horário não informado. O registro foi feito na quarta-feira (28), às 16h58.
O homem relatou que acessou uma página que acreditava pertencer a uma instituição financeira para consultar imóveis disponíveis para leilão. Depois disso, recebeu uma ligação de uma pessoa que oferecia oportunidades de negócio e demonstrava saber que ele era cliente do banco.
Durante a conversa, o interlocutor pediu que o aposentado acessasse outras páginas e realizasse procedimentos envolvendo documentos. A vítima afirmou ter resistido às orientações e dito que preferia tratar do assunto pessoalmente na agência.
Posteriormente, houve um novo contato, desta vez por uma conta de WhatsApp que se apresentava como vinculada ao banco. A pessoa afirmou ser assistente de uma gerente cujo nome o aposentado reconheceu.
Ao consultar sua conta, o homem identificou operações que afirma não ter realizado nem autorizado. Além do prejuízo estimado em R$ 17 mil, o relato menciona um empréstimo de R$ 890,70 e uma transferência via Pix. O documento não esclarece se esses valores estão incluídos no total informado.
O aposentado disse desconhecer como terceiros teriam conseguido movimentar a conta. Um extrato bancário foi apresentado e anexado ao boletim.
A ocorrência foi registrada como estelionato, com autoria desconhecida, e encaminhada à delegacia responsável pela área. O documento não informa recuperação dos valores.
Golpista usa foto de filha e leva aposentada a transferir R$ 1.689 em Rio Preto
Aplicativo bancário exibiu alerta na primeira tentativa; vítima descobriu a fraude ao conversar pessoalmente com a familiar
Uma aposentada de 69 anos relatou à Polícia Civil ter perdido R$ 1.689 após receber mensagens de uma pessoa que se passava por sua filha, em São José do Rio Preto. O golpe ocorreu na tarde de terça-feira (27), sem horário exato informado. A ocorrência foi registrada na quarta-feira (28), às 7h54.
Segundo o boletim, o contato partiu de um número desconhecido que utilizava a fotografia da filha da vítima no WhatsApp. O interlocutor alegou enfrentar dificuldades com o aplicativo bancário e pediu ajuda para realizar um pagamento.
A aposentada disse que inicialmente questionou o valor porque não tinha saldo suficiente. Em resposta, recebeu a promessa de devolução no dia seguinte, inclusive com o pagamento de eventuais juros pelo uso do limite bancário.
Na primeira tentativa de transferência, o aplicativo exibiu um alerta de suspeita. Ao ser informado, o interlocutor afirmou ter enfrentado o mesmo problema e forneceu outros dados para o pagamento.
Acreditando ajudar a filha, a mulher transferiu R$ 1.689 para uma conta indicada na conversa e enviou o comprovante. Em seguida, recebeu um QR Code e um link com um novo pedido de pagamento.
A segunda solicitação despertou sua desconfiança. Como encontraria a filha em breve, a aposentada decidiu não fazer outra transferência.
Ao chegar à casa da familiar, comentou sobre o pagamento e descobriu que ela não havia solicitado dinheiro. A vítima afirmou ter percebido desde o início que o número era diferente daquele usado pela filha, mas não atribuiu importância à divergência naquele momento.
O comprovante da transferência foi anexado ao boletim. O caso foi registrado como estelionato, com autoria desconhecida, e encaminhado à delegacia responsável pela região.
