A investigação sobre o assassinato da mulher encontrada esquartejada em São José do Rio Preto avançou com a localização de mais uma parte do corpo da vítima e da faca que, segundo o próprio investigado, foi utilizada para esquartejá-la. As informações foram confirmadas pelo delegado André Amorim, da Delegacia de Investigações sobre Homicídios (DH), da DEIC/DEINTER-5.
Em novas declarações prestadas aos policiais, o suspeito indicou o local onde havia descartado parte do cadáver. A equipe da Delegacia de Homicídios foi até um bueiro no bairro Parque Estoril e encontrou a perna esquerda da vítima, que foi encaminhada ao Instituto de Criminalística para exames periciais.
Segundo o delegado, a descoberta representa mais um passo para a identificação da mulher e para a reconstrução da dinâmica do crime. O material biológico será submetido a exame de DNA para confirmar que pertence ao mesmo corpo encontrado anteriormente.
Durante as diligências, os investigadores também apreenderam uma faca apontada pelo próprio suspeito como o instrumento utilizado para esquartejar o cadáver. A arma passará por perícia e deverá integrar o conjunto de provas do inquérito.
Versão apresentada pelo investigado
De acordo com André Amorim, o homem ainda não foi formalmente interrogado, mas prestou declarações aos investigadores. Ele afirmou que conheceu a vítima na noite do crime, quando ela teria pedido para dormir em sua residência.
O investigado negou qualquer relacionamento anterior com a mulher e disse que, durante a madrugada, os dois discutiram. Segundo sua versão, a vítima teria iniciado uma agressão e, ao cair após bater a cabeça em um móvel da casa, morreu. Ele sustenta que não teve a intenção de matá-la.
Ainda conforme relatado aos policiais, após constatar a morte, decidiu esquartejar o corpo para facilitar a ocultação dos restos mortais.
Vítima segue sem identificação
A identidade da mulher continua sendo um dos principais desafios da investigação. O suspeito afirmou desconhecer seu nome, limitando-se a fornecer características físicas e informações sobre as circunstâncias em que a conheceu.
A principal hipótese da Polícia Civil é que a vítima vivia em situação de rua e fosse dependente química. Até o momento, porém, nenhuma pessoa foi oficialmente identificada como sendo a mulher assassinada.
Os investigadores continuam procurando as mãos da vítima. Caso sejam encontradas em condições adequadas, poderão permitir a coleta de impressões digitais, o que pode acelerar a identificação.
Suspeito diz estar arrependido
Questionado pelo Diário do Rodrigo Lima (DRL) sobre o comportamento do investigado, o delegado afirmou que ele demonstrou arrependimento durante as conversas com a equipe policial.
A Polícia Civil também apura o histórico do suspeito. Segundo André Amorim, há registros de violência doméstica contra uma ex-companheira no Estado de São Paulo. A DH também solicitou informações à Polícia Civil da Bahia para verificar a existência de antecedentes naquele estado.
Além da análise de vestígios e exames periciais, a investigação segue com a revisão de um grande volume de imagens de câmeras de segurança para reconstituir todos os deslocamentos do suspeito antes e depois do crime.
Preso temporariamente por 30 dias, o investigado permanece à disposição da Justiça enquanto a Delegacia de Homicídios busca esclarecer todas as circunstâncias do caso, um dos mais brutais registrados recentemente em São José do Rio Preto.
