VEJA VÍDEO – Suspeito indica local de nova parte do corpo; polícia apreende faca usada em crime

Rodrigo Lima

A investigação sobre o assassinato da mulher encontrada esquartejada em São José do Rio Preto avançou com a localização de mais uma parte do corpo da vítima e da faca que, segundo o próprio investigado, foi utilizada para esquartejá-la. As informações foram confirmadas pelo delegado André Amorim, da Delegacia de Investigações sobre Homicídios (DH), da DEIC/DEINTER-5.

Em novas declarações prestadas aos policiais, o suspeito indicou o local onde havia descartado parte do cadáver. A equipe da Delegacia de Homicídios foi até um bueiro no bairro Parque Estoril e encontrou a perna esquerda da vítima, que foi encaminhada ao Instituto de Criminalística para exames periciais.

Segundo o delegado, a descoberta representa mais um passo para a identificação da mulher e para a reconstrução da dinâmica do crime. O material biológico será submetido a exame de DNA para confirmar que pertence ao mesmo corpo encontrado anteriormente.

Durante as diligências, os investigadores também apreenderam uma faca apontada pelo próprio suspeito como o instrumento utilizado para esquartejar o cadáver. A arma passará por perícia e deverá integrar o conjunto de provas do inquérito.

Versão apresentada pelo investigado

De acordo com André Amorim, o homem ainda não foi formalmente interrogado, mas prestou declarações aos investigadores. Ele afirmou que conheceu a vítima na noite do crime, quando ela teria pedido para dormir em sua residência.

O investigado negou qualquer relacionamento anterior com a mulher e disse que, durante a madrugada, os dois discutiram. Segundo sua versão, a vítima teria iniciado uma agressão e, ao cair após bater a cabeça em um móvel da casa, morreu. Ele sustenta que não teve a intenção de matá-la.

Ainda conforme relatado aos policiais, após constatar a morte, decidiu esquartejar o corpo para facilitar a ocultação dos restos mortais.

Vítima segue sem identificação

A identidade da mulher continua sendo um dos principais desafios da investigação. O suspeito afirmou desconhecer seu nome, limitando-se a fornecer características físicas e informações sobre as circunstâncias em que a conheceu.

A principal hipótese da Polícia Civil é que a vítima vivia em situação de rua e fosse dependente química. Até o momento, porém, nenhuma pessoa foi oficialmente identificada como sendo a mulher assassinada.

Os investigadores continuam procurando as mãos da vítima. Caso sejam encontradas em condições adequadas, poderão permitir a coleta de impressões digitais, o que pode acelerar a identificação.

Suspeito diz estar arrependido

Questionado pelo Diário do Rodrigo Lima (DRL) sobre o comportamento do investigado, o delegado afirmou que ele demonstrou arrependimento durante as conversas com a equipe policial.

A Polícia Civil também apura o histórico do suspeito. Segundo André Amorim, há registros de violência doméstica contra uma ex-companheira no Estado de São Paulo. A DH também solicitou informações à Polícia Civil da Bahia para verificar a existência de antecedentes naquele estado.

Além da análise de vestígios e exames periciais, a investigação segue com a revisão de um grande volume de imagens de câmeras de segurança para reconstituir todos os deslocamentos do suspeito antes e depois do crime.

Preso temporariamente por 30 dias, o investigado permanece à disposição da Justiça enquanto a Delegacia de Homicídios busca esclarecer todas as circunstâncias do caso, um dos mais brutais registrados recentemente em São José do Rio Preto.

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