O candidato ao Senado pelo Novo, Ricardo Salles, criticou adversários e o governo do presidente Lula durante visita a São José do Rio Preto nesta sexta-feira (11). Salles chegou à cidade com o ônibus “Fora Lula” e avaliou como positiva a recepção.
“Muito boa. População majoritariamente anti-Lula”, afirmou.
O candidato atribuiu ao governo federal a situação econômica do país e mencionou os juros de 14%. Disse ainda ter ficado impressionado com o número de estabelecimentos comerciais fechados que encontrou em Rio Preto.
“É impressionante a quantidade de lojas fechadas aqui em Rio Preto que eu vi. Esse é resultado direto da política do Lula, feita pelo Haddad e pela Simone Tebet”, declarou.
Questionado sobre a divisão da direita entre três candidatos ao Senado, Salles direcionou as críticas a André do Prado.
“André do Prado não é direita, nunca foi”, disse.
Segundo Salles, o adversário esteve ao lado do PT durante duas décadas e apoiou nomes como Dilma Rousseff, Lula, Aloizio Mercadante, Alexandre Padilha e Márcio França.
“O André do Prado não tinha nunca que estar querendo tirar voto da direita”, afirmou.
Salles também disse que Prado se aproximou do PT para assumir a presidência da Assembleia Legislativa e o associou a Valdemar Costa Neto.
“O André do Prado é Centrão, é Valdemar da Costa Neto, aquilo de mais pernicioso que tem na política brasileira”, afirmou.
Na sequência, o candidato criticou o Centrão e defendeu mudanças institucionais no país.
“O Centrão está roubando o Brasil há 40 anos. O Brasil precisa mudar. Nós precisamos ver uma mudança institucional, não dá para ter um escândalo a cada dia”, disse.
Noroeste paulista
Ao falar sobre as necessidades do noroeste paulista, Salles afirmou conhecer a região e disse ter visitado Rio Preto quatro vezes durante a campanha.
“Essa é uma região que, de fato, é muito rica, tem o agro, mas tem problemas de segurança e tem problemas de logística”, declarou.
O candidato defendeu que uma parcela maior dos recursos arrecadados em São Paulo permaneça no estado.
“Um senador por São Paulo tem que brigar para o nosso dinheiro ficar aqui. Chega de ver dinheiro de paulista ser maltratado por outros estados, desviado, mal gerido”, afirmou.
Segundo Salles, um terço do dinheiro do país sai de São Paulo e menos de 10% retorna ao estado.
“Temos que brigar para o dinheiro ficar aqui conosco”, disse.
Marina e Tebet
Salles também criticou Marina Silva e Simone Tebet, apontadas durante a entrevista como candidatas do campo adversário.
Na avaliação dele, as duas “não têm nada a ver com São Paulo” e trabalharam contra os interesses do estado.
Sobre Marina, Salles afirmou que ela prejudicou o Rodoanel Sul quando comandou o Ministério do Meio Ambiente e impediu a construção da usina de Tijuco Alto, no Vale do Ribeira.
O candidato também criticou a proposta de criação de um fundo de participação dos estados com critérios ambientais. Segundo ele, a medida retiraria R$ 144 milhões por ano de São Paulo e destinaria R$ 340 milhões apenas ao Acre, além de repasses a outros estados da Amazônia.
“A Marina nunca fez nada por São Paulo, mas fez muita coisa contra”, declarou.
Em relação a Simone Tebet, Salles afirmou que ela apoiou projetos para redistribuir recursos de São Paulo a outras regiões do país.
Disse ainda que, durante sua atuação política em Mato Grosso do Sul, Tebet teria contribuído para levar empresas de cidades como Santa Fé do Sul e Pereira Barreto para o estado vizinho, incluindo negócios dos setores de piscicultura e celulose.
Salles também responsabilizou Tebet e Haddad pela crise econômica e afirmou que a ministra reduziu a capacidade de financiamento do estado de São Paulo.
Segundo ele, essa política encareceu os financiamentos do trem entre São Paulo e Campinas, do túnel Santos–Guarujá e de linhas do metrô.
