A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 385 ampolas de tirzepatida escondidas em compartimentos preparados nos bancos de um carro durante fiscalização na BR-153, em José Bonifácio (SP), neste domingo (16).
A abordagem ocorreu por volta do meio-dia, no km 99 da rodovia. Segundo a PRF, um Peugeot 207 com placas de São José do Rio Preto era ocupado por um homem de 26 anos e uma mulher de 31.
Questionado pelos policiais, o motorista afirmou inicialmente que o casal havia ido ao Paraguai para comprar vinhos e computadores para uso próprio.
Durante a fiscalização, porém, os agentes fizeram uma busca mais detalhada no veículo e encontraram compartimentos ocultos no interior dos assentos. Neles estavam armazenadas as 385 ampolas de tirzepatida.
De acordo com a PRF, o motorista, que trabalha como caminhoneiro, assumiu a responsabilidade pelo transporte e disse que receberia R$ 6.000 para levar os produtos. A mulher afirmou aos policiais que desconhecia a existência da carga escondida.
A tirzepatida é o princípio ativo utilizado em medicamentos indicados para determinadas condições metabólicas, cuja comercialização e importação estão sujeitas às regras sanitárias brasileiras.
O casal, o veículo e o material apreendido foram encaminhados à Polícia Federal em São José do Rio Preto. Caberá à PF apurar a procedência e o destino das ampolas, além das circunstâncias do transporte.
A eventual responsabilização dos envolvidos dependerá do resultado da investigação e do enquadramento dado pelas autoridades ao caso.
Carga estava escondida nos assentos
A apreensão chama a atenção não apenas pela quantidade de ampolas, mas pela forma como o material era transportado.
Segundo a PRF, os produtos estavam dentro de compartimentos ocultos nos bancos do veículo. A localização ocorreu após a equipe aprofundar a fiscalização durante a abordagem.
A versão apresentada inicialmente pelo motorista, de que havia viajado ao Paraguai para adquirir vinhos e computadores para uso próprio, também será confrontada com os demais elementos reunidos na ocorrência.
Não foram divulgadas informações sobre quem teria contratado o motorista para realizar o transporte, nem sobre o local onde as ampolas seriam entregues.
A Polícia Federal deverá prosseguir com a investigação para identificar a origem, a destinação e eventuais outros envolvidos no transporte do material.
