A Polícia Civil investiga o encontro de partes de um corpo humano descartadas em duas lixeiras na manhã desta segunda-feira, 27, no Parque Estoril, na zona sul de São José do Rio Preto. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar, da Polícia Científica e investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que tentam identificar a vítima e esclarecer as circunstâncias do crime.
A ocorrência teve início após uma denúncia feita ao telefone 190. O relato informava que um pé, aparentemente humano, havia sido abandonado próximo ao campo de futebol do bairro. Policiais militares foram enviados ao endereço para verificar a informação.
Ao chegarem ao local, os agentes perceberam um forte odor vindo das lixeiras. Durante a inspeção inicial, confirmaram que se tratava de restos humanos. Além de um pé, também foram visualizadas outras partes do corpo, entre elas uma mão, acondicionadas em sacos plásticos descartados em dois pontos distintos, separados por poucos metros.
Diante da gravidade da ocorrência, a área foi imediatamente isolada para preservar os vestígios. O bloqueio atingiu as vias de acesso ao trecho onde estavam as lixeiras, permitindo o trabalho da perícia criminal sem interferências.
Segundo o tenente Conejo, da Polícia Militar, ainda não é possível afirmar oficialmente a identidade da vítima, o sexo, a idade ou o tempo em que os restos mortais permaneceram no local. A avaliação preliminar, baseada apenas em características visíveis, como unhas pintadas com esmalte, sugere que o corpo possa ser de uma mulher adulta, hipótese que dependerá da confirmação dos exames periciais.
A Polícia Civil iniciou a coleta de imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas imediações para tentar identificar veículos ou pessoas que possam ter transportado e abandonado os sacos de lixo. Até o momento, nenhum suspeito havia sido identificado.
Funcionários de estabelecimentos próximos foram ouvidos, mas, segundo a Polícia Militar, nenhum deles apresentou informações que pudessem contribuir para a identificação da vítima ou indicar movimentações suspeitas antes da descoberta dos restos humanos.
Os fragmentos do corpo serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames necroscópicos e de identificação deverão determinar a identidade da vítima, a causa da morte e se houve esquartejamento antes do descarte.
A Polícia Civil trata o caso como prioritário e concentra os esforços na identificação da vítima, etapa considerada essencial para reconstruir a dinâmica do crime e chegar aos responsáveis. As investigações prosseguem.
