VEJA VÍDEO – Escultor refaz ‘Dona Capi’ pela terceira vez após vandalismo e diz que obra não terá custo público

Rodrigo Lima

A escultura da capivara gigante conhecida como “Dona Capi”, instalada no Lago 2 da Represa Municipal de São José do Rio Preto, voltou a passar por reforma após novos episódios de vandalismo. Desta vez, segundo o artista responsável pela obra, Fernando Fachini, o trabalho será realizado integralmente com recursos próprios.

A peça, que se consolidou como um dos principais pontos turísticos recentes da cidade, tornou-se alvo recorrente de depredações desde a inauguração. Imagens de visitantes subindo na estrutura e danificando partes da escultura motivaram intervenções anteriores, incluindo isolamento da área e reforços estruturais.

Em entrevista ao Diário do Rodrigo Lima, Fachini afirmou que esta é a terceira vez que a obra passa por reparos. “Ela teve problema de vandalismo e estamos refazendo a pintura, a ‘pele’ dela”, disse.

O artista afirmou que a nova intervenção não terá custos para o poder público. “É um trabalho custeado por mim. Não posso deixar minha obra deteriorada”, declarou. Segundo ele, a decisão também busca estimular outros criadores a manterem iniciativas semelhantes de preservação.

A “Dona Capi” passou por modificações desde a instalação. Inicialmente mais leve, a escultura foi reforçada com resinas e materiais mais resistentes, atingindo atualmente quase uma tonelada. O objetivo, de acordo com o escultor, foi aumentar a durabilidade diante do uso intenso e das ações de vandalismo.

Apesar disso, a estrutura segue vulnerável. Fachini explicou que, na execução original, houve limitações de tempo — a peça foi produzida em cerca de duas semanas -, o que impediu a aplicação de camadas adicionais de proteção mais robustas.

A nova reforma prevê a remoção completa da pintura atual, tratamento da superfície e reaplicação de revestimentos. O prazo estimado é de cerca de duas semanas de trabalho.

A escultura ganhou projeção nas redes sociais e se transformou em símbolo afetivo da cidade, atraindo moradores e turistas para a região da represa, próxima à “Árvore da Vida”. Ao mesmo tempo, o custo de manutenção já havia gerado debate público em intervenções anteriores.

Sem apoio financeiro nesta nova etapa, o artista faz um apelo por preservação. “Não dá para restaurar indefinidamente. É preciso que as pessoas cuidem”, afirmou.

A Prefeitura não informou se haverá novas medidas de proteção ou fiscalização no local. Enquanto isso, a permanência da obra depende, em parte, do comportamento dos próprios visitantes.

Deixe um comentário

Isso vai fechar em 0 segundos

Isso vai fechar em 0 segundos