Segurança é indiciado por homicídio doloso de empresário em bar de Rio Preto

Rodrigo Lima

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura a morte do empresário Geovani Svolkin da Silva, 30, baleado após uma briga em um bar de São José do Rio Preto. O segurança Keven Ígor Silveira Novaes, 25, foi indiciado por homicídio doloso qualificado – quando há intenção de matar – por motivo considerado fútil e por utilizar recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade.

A Polícia Civil também atribui responsabilidade criminal a familiares de Geovani. A esposa, a cunhada e o irmão da vítima foram indiciados por lesão corporal por, segundo a investigação, agredirem a mãe de Keven durante o tumulto. Eles responderam ao inquérito em liberdade.

O episódio ocorreu em 26 de outubro, na rua Independência, e deu início a uma série de diligências policiais. Considerado foragido desde o dia do crime, Keven foi localizado dias depois pela Polícia Militar em Planalto, a cerca de 60 quilômetros de Rio Preto. Ele estava escondido entre o forro e o telhado na casa do pai, após denúncia anônima. Inicialmente detido por ordem temporária, teve depois a prisão convertida em preventiva pela Justiça.

A arma usada no disparo – uma pistola calibre .40 – pertence ao pai do suspeito, que também foi indiciado por porte ilegal. Embora registrada para coleção, a pistola, segundo a polícia, não poderia estar no veículo nem ter sido usada fora das condições previstas em lei.

A apuração reuniu depoimentos, laudos periciais e registros de imagens feitos por câmeras de segurança e celulares de testemunhas. Parte do material já foi anexada ao inquérito. O laudo das imagens, no entanto, ainda está em elaboração.

Laudos do Instituto Médico Legal divergiram ao longo da investigação. Em um primeiro momento, foi apontado que os disparos atingiram a vítima pela frente. Após nova perícia solicitada pelo Ministério Público, o relatório final indicou um tiro nas costas e outro na região frontal.

Desde o início, a defesa de Keven sustenta que ele teria agido em legítima defesa e para proteger os pais, que, segundo a versão apresentada, também teriam sido agredidos. Os advogados foram procurado, mas não foram encontrados para comentar o indiciamento.

Com a conclusão do inquérito, o caso segue para análise do Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça. A investigação sobre o material de vídeo permanece em andamento.

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