
Na véspera do aniversário da cidade o Instituto Trata Brasil deu um presente para São José do Rio Preto, que consolidou-se como uma das principais referências nacionais em saneamento básico, com desempenho que a posiciona entre os municípios mais bem avaliados do país. O resultado reflete a atuação do Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae), responsável pela gestão do sistema local e apontado como um dos pilares do desenvolvimento urbano e econômico da cidade.
De acordo com levantamento recente, Rio Preto ocupa a segunda colocação entre os 100 maiores municípios do Brasil, ficando atrás apenas de Franca e à frente de centros como Campinas e Santos. O dado evidencia um cenário de universalização dos serviços, com índices próximos de 100% tanto no abastecimento de água quanto na coleta de esgoto .
Os números indicam que 99,18% da população é atendida com água tratada e coleta de esgoto, enquanto cerca de 90,44% do esgoto gerado passa por tratamento, patamar considerado elevado em comparação ao restante do país . Em termos operacionais, o município também apresenta baixo índice de perdas na distribuição (14,52%), indicador que reforça a eficiência do sistema.
A estrutura é resultado de investimentos contínuos. Entre 2020 e 2024, o município aplicou mais de R$ 300 milhões no setor, com média de aproximadamente R$ 121 por habitante, valor acima de grande parte das cidades brasileiras e compatível com sistemas já próximos da universalização .
O desempenho coloca Rio Preto em um grupo restrito de cidades que conseguiram atingir níveis considerados ideais dentro das metas do novo marco legal do saneamento, que prevê universalização até 2033. Na prática, o município já antecipa esse cenário, enquanto grande parte do país ainda enfrenta déficits significativos – especialmente na coleta e no tratamento de esgoto.
O impacto do saneamento vai além da infraestrutura. Especialistas apontam que cidades com cobertura ampla tendem a apresentar melhores indicadores de saúde pública, valorização imobiliária e atração de investimentos, fatores que contribuem diretamente para o crescimento econômico.
No caso de Rio Preto, o avanço do saneamento acompanha a expansão urbana e o fortalecimento de setores como construção civil, comércio e serviços. A cidade tornou-se um polo regional que atrai novos empreendimentos e amplia sua base populacional, apoiada por uma rede de serviços considerada estruturada.
Enquanto isso, o cenário nacional ainda revela desigualdade. Em média, municípios com pior desempenho investem menos da metade do necessário para alcançar a universalização, o que se reflete em baixos índices de coleta e tratamento de esgoto e maiores perdas no sistema.
Nesse contexto, Rio Preto surge como um exemplo de gestão consolidada, combinando investimento, planejamento e eficiência operacional. O modelo adotado pelo Semae é frequentemente citado como referência técnica, sobretudo por manter níveis elevados de atendimento com controle de perdas e expansão contínua da rede.
A trajetória do município reforça o papel do saneamento como base para o desenvolvimento sustentável. Ao garantir acesso praticamente universal à água e ao esgoto tratado, Rio Preto cria condições para crescimento econômico, melhoria da qualidade de vida e fortalecimento de sua posição como um dos principais polos do interior paulista.

Rio Preto sempre em frente, apesar de ….!!!!