
O Ministério Público apresentou denúncia contra G.G.L., de 39 anos, acusado de manter a companheira em cárcere privado, submetê-la a agressões físicas, psicológicas e sexuais e ainda divulgar imagens íntimas sem autorização. Os crimes teriam ocorrido entre os dias 14 e 20 de agosto, em uma residência no bairro Parque Residencial Lealdade e Amizade, em São José do Rio Preto.
De acordo com a investigação, o acusado teria iniciado a violência após o consumo de drogas, motivado por ciúmes e pelo sentimento de posse sobre a vítima. Nesse período, ela foi impedida de sair de casa, sofreu agressões com cacetete e cabo de vassoura, além de socos e pontapés que resultaram em fraturas e lesões graves, constatadas por laudo médico.
O promotor de Justiça João Santa Terra aponta que o acusado chegou a cortar os cabelos da companheira com faca, riscar sua testa com a lâmina e desferir golpes no rosto, dizendo que queria “desfigurá-la”. Vizinhos relataram ter ouvido gritos de socorro e gemidos de dor, além de verem a vítima com marcas de violência.
Durante o período em que permaneceu presa, a vítima teria sido obrigada a suportar humilhações e ameaças constantes. Em mais de uma ocasião, o acusado tentou forçar relações sexuais, mas não consumou os atos. Para aumentar a intimidação, deixava os objetos usados nas agressões à vista.
Além disso, segundo a denúncia, o acusado registrou vídeos e fotos íntimas da companheira sem consentimento e, após o término das agressões, enviou as imagens para a mãe dela, em um ato que o Ministério Público classifica como vingança e humilhação.
A violência só cessou no dia 20 de agosto, quando o acusado abandonou a vítima e informou a localização da casa ao pai dela, que a encontrou na calçada, debilitada e com múltiplos ferimentos. Ela foi socorrida inicialmente em Ibirá e, devido à gravidade do quadro, transferida ao Hospital de Base (HB) de Rio Preto, onde passou por cirurgia.
O promotor é o responsável pela denúncia, que reúne acusações de lesão corporal grave, cárcere privado, tortura, tentativa de estupro, registro e divulgação de imagens íntimas sem consentimento, entre outros crimes previstos no Código Penal e na Lei Maria da Penha.
A Justiça de Rio Preto deve decidir se recebe a denúncia e transforma o acusado em réu.
