
A Polícia Civil prendeu temporariamente um motorista de aplicativo suspeito de estuprar uma mulher de 48 anos com deficiência cognitiva, em São José do Rio Preto. O caso é investigado como estupro de vulnerável.
A vítima não se comunica verbalmente e, segundo familiares, não possui capacidade de consentimento. Ela teria saído de casa desacompanhada no último sábado, dia 11 de abril, em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas. Há a hipótese de que tenha sido colocada dentro de um veículo por um homem que passava pelo local.
Minutos depois, uma testemunha relatou ter visto a mulher sendo empurrada para fora de um carro, que deixou a área na sequência. A polícia foi acionada e encontrou a vítima em estado de abalo emocional.
Exames realizados posteriormente identificaram lesões na região íntima com sangramento, compatíveis com conjunção carnal recente sem consentimento. Não foram constatados outros sinais de agressão física, além daqueles relacionados à violência sexual.
A investigação teve início ainda no plantão da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que analisou imagens de câmeras de segurança próximas ao local. A partir delas, foi possível identificar a placa do veículo utilizado na ação.
O automóvel estava vinculado a um homem de 38 anos, que utilizava o carro, alugado de terceiros, para transporte por aplicativo desde janeiro deste ano. Ele foi localizado na segunda-feira, dia 13, quando teve o veículo e o telefone celular apreendidos para perícia.
No interior do carro, foram encontrados vestígios que reforçam a linha investigativa, incluindo material biológico associado à vítima. Com base nesses elementos, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária, que foi autorizada pela Justiça e cumprida no mesmo dia.
O suspeito foi interrogado, mas optou por permanecer em silêncio.
A polícia também apura se havia qualquer relação prévia entre o investigado e a vítima ou se o crime ocorreu de forma oportunista. Até o momento, não há indícios de vínculo anterior entre ambos.
Segundo os investigadores, o homem não possui antecedentes criminais no Estado de São Paulo, embora haja levantamento em andamento para verificar eventuais registros em outras unidades da federação.
A vítima segue em acompanhamento médico e psicológico. O caso permanece sob investigação para esclarecer as circunstâncias exatas do crime e consolidar as provas que subsidiarão eventual denúncia do Ministério Público.
