
Um médico de 32 anos foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (29) após uma denúncia de violência sexual dentro de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Renascença, em Mirassol, na região de São José do Rio Preto.
Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) e seguiram até a unidade de saúde, onde fizeram contato com a mulher que denunciou o caso.
De acordo com o relato registrado pelos policiais, o médico teria adotado condutas inadequadas durante consultas e praticado atos libidinosos sem o consentimento da vítima.
A Polícia Militar afirma que, ao perceber a chegada das viaturas, o profissional deixou a UBS em seu veículo particular.
Os policiais iniciaram acompanhamento pelas ruas da cidade e localizaram o automóvel na rua Gislei Antônio Merloti, onde o médico foi abordado e detido.
Ele foi levado ao Plantão Policial de Mirassol. Segundo o 52º Batalhão de Polícia Militar do Interior, a prisão em flagrante foi ratificada pela autoridade policial, e o médico permaneceu recolhido à disposição da Justiça.
A identidade da mulher foi preservada. O nome do médico também não foi informado pela Polícia Militar na nota divulgada à imprensa.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que poderá apurar, entre outros pontos, as circunstâncias relatadas pela vítima e se existem outras pessoas que tenham apresentado denúncias semelhantes contra o profissional.
Até a divulgação das informações pela Polícia Militar, não havia sido informada eventual manifestação da defesa do médico.
A ocorrência foi registrada nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026.
Prefeitura abre apuração
A Prefeitura de Mirassol informou que afastou de todas as funções na rede municipal de saúde o médico preso em flagrante após uma denúncia de violência sexual dentro de uma UBS do município.
Segundo nota divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde, o afastamento ocorreu assim que a equipe gestora tomou conhecimento do caso.
A administração municipal informou ainda que será instaurado um procedimento administrativo interno, por meio de sindicância, para apurar a conduta do profissional e verificar se houve eventuais falhas nos protocolos adotados pela unidade de saúde.
A Prefeitura afirmou também que irá encaminhar à Polícia Civil todas as informações necessárias e que prestará colaboração integral durante as investigações.
O caso segue sob investigação.
atualizado dia 30, às 9h.
