
A Polícia Civil ouviu, neste domingo (11), o homem identificado por imagens de câmeras de segurança como responsável por amarrar um cachorro da raça pitbull em um terreno e deixá-lo exposto ao sol, episódio que resultou na morte do animal em São José do Rio Preto. O caso, registrado como maus-tratos, mobilizou autoridades e provocou forte comoção na cidade ao longo da semana.
Segundo informações da Polícia Militar, o cão havia fugido na virada do ano, assustado com fogos de artifício. O animal, de oito anos, era considerado dócil e vinha sendo procurado pelo tutor desde então. Após a fuga, passou a acompanhar um jovem pela região e chegou a permanecer na casa da família dele por alguns dias, onde recebeu água e alimento.
Relatos colhidos indicam ainda que, diante de reclamações de vizinhos e da presença de outros cães no imóvel, o homem decidiu retirar o animal do local. Na quinta-feira (9), por volta das 9h, ele levou o pitbull a um terreno a cerca de 200 metros da residência, onde o amarrou com uma mangueira e um cabo improvisado, deixando-o sem água ou abrigo.
O cão permaneceu preso por cerca de seis horas, sob forte calor. Quando a situação foi comunicada a Secretaria do Bem-Estar Animal, equipes chegaram ao local em cerca de 15 minutos, mas o animal já estava em parada cardiorrespiratória. A necropsia apontou desidratação e exposição prolongada ao sol como causas da morte.
A identificação do responsável ocorreu a partir da análise de imagens de câmeras da região. Um boletim de ocorrência por maus-tratos foi registrado na sexta-feira (10). Na manhã deste domingo, equipes da Polícia Militar localizaram o homem nas proximidades da Represa Municipal e o conduziram à Central de Flagrantes.
Durante a oitiva, segundo a PM, o suspeito admitiu ter amarrado o animal, embora tenha afirmado que não pretendia provocar a morte do cachorro. A versão será analisada pela autoridade policial. Não havia, até aquele momento, mandado de prisão em aberto relacionado ao caso.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que vai reunir depoimentos e laudos técnicos para definir o enquadramento penal. Pela legislação, o crime de maus-tratos a animais pode resultar em pena de dois a cinco anos de reclusão, além de outras sanções a serem avaliadas pelo Judiciário.
Autoridades reforçam que maus-tratos configuram crime e pedem que a população denuncie situações semelhantes pelos canais oficiais.
