Governo de SP propõe salário mínimo de R$ 1.874 para 2026

Rodrigo Lima
Novo mínimo estadual de SP pode atingir R$ 1.874 e beneficiar 70 categorias/imagem – divulgação

O Governo de São Paulo enviou para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o projeto de lei que estabelece o novo salário mínimo estadual às vésperas do Dia do Trabalho, celebrado nesta sexta-feira (1). O valor deverá chegar a R$ 1.874 em 2026, um aumento de quase 50% nesta gestão.

O reajuste nominal é de 46% sobre o piso estadual pago em 2022, de R$ 1.284. O valor contempla mais de 70 categorias profissionais (veja lista abaixo).

“Com o novo valor do salário mínimo paulista, chegamos a R$ 590 a mais do que era pago há quatro anos. Uma valorização que chega a 46% no período e que beneficia mais de 70 categorias previstas em lei. É mais um reflexo do diálogo com que gera oportunidades para que São Paulo avança na direção certa, com desenvolvimento econômico que dá mais dignidade e poder de compra para nossos trabalhadores”, afirmou Tarcísio.

Com a nova proposta, o valor do salário mínimo paulista será 15,6% maior em relação ao atual piso nacional de R$ 1.621. A diferença de R$ 253 representa um diferencial que reflete o impacto positivo da política paulista de proteção à renda.

Com valor 46% acima do piso estadual de 2022, o salário mínimo paulista garantiu desempenho melhor que o nacional, que teve aumento nominal de 33,7% no mesmo intervalo. O piso paulista mais que dobrou em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 19,5% no período.

Veja lista das categorias profissionais que receberão o novo piso salarial:
Trabalhadores domésticos
Cuidadores de idosos
Cuidadores de pessoas com deficiência
Serventes
Trabalhadores agropecuários e florestais
Pescadores
Contínuos
Mensageiros
Trabalhadores de serviços de limpeza e conservação
Trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes
Trabalhadores de logradouros públicos
Auxiliares de serviços gerais de escritório
Empregados não especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos
Cumins
Barboys
Lavadeiros
Ascensoristas
Motoboys
Trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais
Trabalhadores não especializados de minas e pedreiras
Operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais
Operadores de máquinas da construção civil
Operadores de mineração
Operadores de cortar e lavrar madeira
Classificadores de correspondência
Carteiros
Tintureiros
Barbeiros
Cabeleireiros
Manicures e pedicures
Dedetizadores
Vendedores
Trabalhadores de costura
Estofadores
Pedreiros
Trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas
Trabalhadores de fabricação e confecção de papel e papelão
Trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial
Trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem
Garçons
Cobradores de transportes coletivos
Barmen
Pintores
Encanadores
Soldadores
Chapeadores
Montadores de estruturas metálicas
Vidreiros
Ceramistas
Fiandeiros
Tecelões
Tingidores
Trabalhadores de curtimento
Joalheiros
Ourives
Operadores de máquinas de escritório
Datilógrafos
Digitadores
Telefonistas
Operadores de telefone e de telemarketing
Atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros
Trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações
Mestres e contramestres
Marceneiros
Trabalhadores em usinagem de metais
Ajustadores mecânicos
Montadores de máquinas
Operadores de instalações de processamento químico
Supervisores de produção e manutenção industrial
Administradores agropecuários e florestais
Trabalhadores de serviços de higiene e saúde
Chefes de serviços de transportes e de comunicações
Supervisores de compras e de vendas
Agentes técnicos em vendas
Representantes comerciais
Operadores de estação de rádio
Operadores de estação de televisão
Operadores de equipamentos de sonorização
Operadores de projeção cinematográfica

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