Golpe com falso advogado via WhatsApp faz vítima perder R$ 7 mil em Rio Preto

Rodrigo Lima
Caso foi registrado na Central de Flagrantes de Rio Preto/Rodrigo Lima 3/4/2026

Uma moradora de São José do Rio Preto registrou boletim de ocorrência após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por sua advogada por meio do WhatsApp. A vítima transferiu R$ 7 mil acreditando que o valor seria destinado ao pagamento de supostas custas processuais relacionadas a uma ação judicial.

O caso foi registrado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (11) como estelionato. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu mensagens de um número desconhecido informando que a causa judicial teria sido “ganha” e que seria necessário realizar um pagamento imediato para liberação do processo.

Convencida de que conversava com sua representante legal, a mulher realizou uma transferência via PIX para uma conta indicada pelos golpistas. O valor foi enviado para uma conta bancária vinculada a uma instituição financeira em nome de terceiro.

De acordo com o relato registrado pela polícia, a vítima começou a desconfiar da situação após o interlocutor passar a fazer perguntas consideradas incomuns durante a conversa. Diante da suspeita, ela interrompeu o contato e procurou sua verdadeira advogada, momento em que descobriu que o aplicativo de mensagens da profissional havia sido clonado.

Ainda conforme o boletim, os criminosos teriam utilizado o perfil falso para entrar em contato com diversos clientes do escritório. Após perceber o golpe, a vítima informou o banco sobre a transferência, solicitou o bloqueio da movimentação financeira e também bloqueou o contato utilizado pelos estelionatários.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Crescem golpes envolvendo falsos advogados
Golpes praticados por aplicativos de mensagens têm se tornado cada vez mais frequentes na região de Rio Preto Criminosos utilizam fotos reais, linguagem jurídica e informações públicas de processos para convencer vítimas a realizar transferências bancárias sob alegação de pagamento de taxas, liberações judiciais ou honorários.

Especialistas em segurança digital orientam que clientes confirmem qualquer solicitação financeira diretamente com o advogado por ligação telefônica ou canais oficiais do escritório antes de efetuar pagamentos.

A recomendação também é desconfiar de pedidos urgentes de transferência via PIX, especialmente quando feitos por números desconhecidos ou diferentes dos contatos habituais.

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