Estudante de 12 anos relata ameaças e intimidação dentro de escola estadual de Rio Preto

Rodrigo Lima
Caso foi registrado na Central de Flagrantes de Rio Preto/imagem – Rodrigo Lima 14/8/2026

Uma estudante de 12 anos procurou a Polícia Civil acompanhada da mãe após relatar ter sido alvo de ameaças e intimidações dentro de uma escola estadual de São José do Rio Preto, nesta quinta-feira (13).

A ocorrência foi registrada como ato infracional análogo ao crime de ameaça e será encaminhada para apuração.

De acordo com o boletim de ocorrência, a menina afirmou que estava nas dependências da Escola Estadual Professor Antônio de Barros Serra, no bairro Boa Vista, quando outras estudantes teriam se aproximado de maneira agressiva.

Segundo o relato apresentado à polícia, a vítima teria sido empurrada e uma das envolvidas teria apontado o dedo em seu rosto. As adolescentes também teriam feito ameaças de agressão física, dizendo que iriam “pegá-la” e “bater nela” tanto dentro da escola quanto no horário de saída.

A estudante afirmou ainda que outras alunas teriam se reunido durante o episódio com a intenção de intimidá-la.

O conflito, segundo a versão registrada no BO, não teria ficado restrito ao ambiente escolar. A menina relatou também ter sido alvo de xingamentos e ameaças por meio do Instagram.

Apesar das intimidações e dos empurrões relatados, não houve registro de lesões corporais.

Um professor de Educação Física teria percebido a situação e intervido antes que o episódio evoluísse para uma agressão física. A estudante foi então conduzida à direção da unidade.

Ainda segundo o relato da vítima, inspetores e outros professores estavam no local e teriam presenciado os acontecimentos.

A ocorrência foi apresentada na Central de Flagrantes pela estudante e por sua mãe. O caso será encaminhado ao distrito policial responsável pela área para continuidade da apuração.

Por envolver menores de idade, as identidades da vítima e das estudantes citadas no boletim são preservadas nesta reportagem.

Motociclista procura polícia quase três meses após acidente e diz que motorista não pagou prejuízo

Um motociclista de 46 anos procurou a Polícia Civil de São José do Rio Preto quase três meses depois de se envolver em um acidente de trânsito e afirmou que o motorista do carro envolvido na colisão não cumpriu a promessa de pagar pelos prejuízos provocados na motocicleta.

A ocorrência foi registrada nesta quinta-feira (13) na Central de Flagrantes como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. O acidente aconteceu em 20 de maio, por volta das 18h, no cruzamento das ruas Adibo Bassitt e Dr. Luis Duarte da Silva, na região do Cristo Rei.

Segundo o relato do motociclista à polícia, ele conduzia uma Dafra Apache RTR 150 pela rua Adibo Bassitt, no sentido bairro Carrefour-Linhão, quando houve a colisão com um carro preto que trafegava pela via transversal.

De acordo com a versão apresentada pela vítima, o automóvel teria avançado a sinalização de parada obrigatória e atingido a motocicleta.

Com o impacto, o motociclista caiu e sofreu ferimento na perna esquerda. Ele afirmou que foi levado à UPA Norte pelo próprio motorista envolvido no acidente.

Um primo da vítima estava na garupa da motocicleta e, segundo o boletim de ocorrência, não se feriu.

O motociclista disse ainda que, depois do acidente, iniciou tratativas com o condutor do automóvel. Conforme o registro policial, o motorista teria reconhecido que não respeitou a sinalização de parada e se comprometido a pagar o conserto da moto.

A vítima afirma, porém, que o acordo não foi cumprido e decidiu registrar a ocorrência após meses de negociação.

O motociclista não soube informar à polícia a placa do automóvel envolvido no acidente.

A Polícia Civil expediu requisição para exame no Instituto Médico Legal (IML) e encaminhou a ocorrência ao distrito policial responsável pela área para continuidade da apuração.

O registro policial representa a versão apresentada pela vítima. As circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo acidente ainda deverão ser apuradas.

PM apreende revólver com numeração suprimida após denúncia de ameaça em Rio Preto

Um homem de 31 anos foi preso após a Polícia Militar localizar um revólver calibre 38 com a numeração parcialmente suprimida em uma residência de São José do Rio Preto, nesta quinta-feira (13).

Segundo o boletim de ocorrência, a ação começou depois que policiais militares receberam uma denúncia segundo a qual um homem que utilizava uma motocicleta Honda CB 500 vermelha teria ameaçado um ex-companheiro de trabalho com uma arma de fogo.

Durante patrulhamento, a equipe encontrou uma motocicleta com características semelhantes às informadas e abordou o condutor na região do Solo Sagrado.

Na busca pessoal, nenhuma arma foi localizada. Os policiais, porém, perceberam um volume na região da cintura, posteriormente identificado como uma pochete.

De acordo com a versão dos PMs registrada no boletim, ao ser questionado sobre a denúncia, o homem informou espontaneamente que possuía uma arma de fogo em sua residência e indicou onde ela estava.

Os policiais seguiram até o imóvel, após autorização para a entrada, e encontraram debaixo da cama, dentro de uma meia, um revólver Taurus calibre 38, com numeração parcialmente suprimida, acompanhado de seis munições intactas.

Em depoimento, o homem confirmou que a arma estava na residência e declarou tê-la adquirido cerca de um mês antes. Segundo o BO, ele afirmou que pretendia revendê-la e que a negociação para a compra teria sido intermediada por um grupo chamado “Marketplace”, no Facebook.

Ele negou ter utilizado a arma em qualquer ocasião e afirmou que estava apenas seguindo para a casa do pai quando foi abordado.

A Polícia Civil registrou o caso como posse ilegal de arma de fogo com sinal identificador suprimido. A autoridade policial entendeu que havia situação de flagrante por se tratar de crime de natureza permanente e ratificou a prisão.

A arma e as seis munições foram apreendidas e deverão passar por perícia.

No registro policial, o delegado também representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. A decisão sobre a manutenção da prisão cabe ao Poder Judiciário.

A denúncia de que a arma teria sido utilizada anteriormente para ameaçar outra pessoa também integra o contexto da ocorrência e poderá ser objeto de investigação.

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