Coronel Fábio classifica cassação de Eduardo Bolsonaro como ‘injustiça’

Rodrigo Lima
Eduardo Bolsonaro cumprimenta Coronel Fabio Candido no aeroporto de Rio Preto/imagem – Rodrigo Lima 1/4/2024

O prefeito de São José do Rio Preto, coronel Fábio Candido (PL), manifestou-se publicamente após a decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados que resultou na perda do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em declaração, o chefe do Executivo municipal afirmou ver a medida com pesar e classificou o parlamentar como alguém cuja atuação política não teria sido devidamente reconhecida.

Para Candido, a decisão atinge não apenas a trajetória política de Eduardo Bolsonaro, mas também o plano pessoal. O prefeito afirmou que, além da relação institucional, mantém amizade com o deputado e o considera uma pessoa injustiçada, expressando a expectativa de que o país volte a um caminho que, em sua avaliação, seja mais adequado.

“Lamento profundamente que um político, da representatividade de Eduardo Bolsonaro, não tenha sua luta pelo país reconhecida pelos seus pares. Para além disso, como amigo, vejo um homem de bem injustiçado, mas mantenho a fé de que nosso país será recolocado no curso correto em breve”, escreveu o prefeito nas redes sociais.

A perda de mandato foi formalizada nesta quinta-feira (18) e também alcançou o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ). Nos dois casos, a Mesa Diretora aplicou o disposto no artigo 55, inciso III, da Constituição Federal, que prevê a cassação do mandato em razão de faltas reiteradas às sessões deliberativas.

De acordo com a decisão, Eduardo Bolsonaro deixou de comparecer a pelo menos um terço das sessões da atual legislatura. Já Ramagem teve a situação enquadrada pelo mesmo dispositivo constitucional, considerando-se o não comparecimento mínimo exigido ao longo da sessão legislativa subsequente.

A medida encerra, de forma administrativa, os mandatos dos dois parlamentares, conforme prevê a Constituição, e reacende o debate político em torno das consequências institucionais e partidárias da decisão.

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