
Um aposentado de 70 anos registrou ocorrência na Polícia Civil após transferir cerca de R$ 134 mil a estelionatários que aplicaram o chamado golpe do bilhete premiado, em São José do Rio Preto. A abordagem ocorreu na manhã de quinta-feira (26), na região central da cidade. O caso foi formalizado na noite de sexta-feira (27) como estelionato.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima caminhava nas imediações dos fundos de um supermercado, no Centro, quando foi abordada por um homem idoso que dizia ter dificuldades para encontrar determinado endereço. Durante a conversa, um terceiro indivíduo, descrito como tendo entre 35 e 40 anos, bem vestido e com discurso articulado, aproximou-se e se apresentou como advogado, oferecendo ajuda.
Na sequência, o primeiro suspeito afirmou ser portador de um bilhete supostamente premiado na Mega-Sena ou na Quina, mas alegou não conseguir sacar o valor. O homem que se dizia advogado assumiu a condução da conversa e sustentou que poderia intermediar a liberação do prêmio, desde que houvesse a antecipação de determinadas despesas.
Convencido pela narrativa, o aposentado acompanhou os dois até uma agência da Caixa Econômica Federal, na avenida Alberto Andaló. Seguindo orientações do suposto advogado, realizou uma transferência via TED para uma conta bancária indicada em um papel com dados de uma mulher, sob a justificativa de viabilizar o recebimento do prêmio.
Em seguida, foi levado a uma agência do Banco do Brasil, na avenida Bady Bassitt, onde efetuou nova transferência. Segundo o registro policial, houve bloqueio momentâneo da operação, posteriormente liberada, o que permitiu a conclusão de outra remessa. Cada transação teria sido de aproximadamente R$ 67 mil.
Após as movimentações financeiras, os suspeitos deixaram o aposentado em um ponto que ele afirmou conhecer. Apenas horas depois, ao tentar confirmar a autenticidade do bilhete e verificar as informações fornecidas, percebeu que havia sido vítima de fraude. Conforme relatou, não havia moradora no endereço indicado para recebimento dos valores e tampouco seria possível validar qualquer prêmio sem o comprovante original da aposta.
A vítima informou não se lembrar da placa, modelo ou cor do veículo utilizado pelos golpistas, nem dos nomes apresentados. Disse apenas que o homem que se identificou como advogado falava de maneira convincente e tinha sotaque distinto, enquanto o outro aparentava simplicidade e mencionou ser de Mirassol.
O caso foi encaminhado ao 1º Distrito Policial, que deverá apurar a identidade dos envolvidos e rastrear as transferências realizadas.
