
Uma aposentada de 71 anos perdeu cerca de R$ 60 mil após ser enganada por um criminoso que se apresentou como seu advogado e alegou que ela precisava realizar movimentações bancárias para receber valores relacionados a uma ação judicial. O caso foi registrado na Polícia Civil de São José do Rio Preto.
A fraude começou na terça-feira (18), quando a mulher recebeu pelo WhatsApp uma mensagem enviada por um número desconhecido. O interlocutor utilizava informações relacionadas ao verdadeiro advogado da aposentada e disse que ela teria aproximadamente R$ 95 mil a receber em razão de um processo contra o Banco do Brasil.
A quantidade de informações conhecidas pelo criminoso contribuiu para dar aparência de legitimidade à abordagem.
Segundo o relato da aposentada à polícia, o golpista chegou a fazer uma chamada de vídeo e passou a orientá-la sobre supostos procedimentos necessários para que o dinheiro da ação fosse liberado.
Durante o contato, ele pediu que a vítima acessasse aplicativos bancários e seguisse suas instruções. A mulher acreditava estar cumprindo etapas relacionadas ao processo judicial.
O criminoso então afirmou que seriam necessárias transferências para liberar o valor que supostamente estava disponível. Convencida pela história, a aposentada realizou diversas operações via Pix.
Foram transferidos R$ 50 mil de uma conta do Santander e outros R$ 10 mil de uma conta do Banco do Brasil, totalizando aproximadamente R$ 60 mil.
A fraude só foi percebida posteriormente, quando a aposentada desconfiou das movimentações e tentou entrar em contato com o advogado que efetivamente cuidava de seu processo.
Ao conversar com o profissional, recebeu a informação de que ele não tinha conhecimento das transferências e não havia solicitado qualquer movimentação financeira.
A vítima procurou a Polícia Civil para registrar a ocorrência. O caso foi classificado inicialmente como estelionato e deverá ser investigado para tentar identificar os responsáveis pelo golpe e rastrear o destino do dinheiro.
Golpe explora confiança no advogado
A modalidade é conhecida como golpe do falso advogado. Criminosos utilizam informações sobre processos e profissionais que atuam nos casos para tornar a abordagem mais convincente. Em seguida, alegam a existência de valores a receber e solicitam pagamentos, transferências ou outras operações bancárias.
Pedidos de transferência feitos em nome de advogados ou relacionados à liberação de valores judiciais devem ser confirmados diretamente com o profissional por meio de um telefone ou canal de contato já conhecido pelo cliente, e não apenas pelo número que iniciou a conversa.
