Aluna de 12 anos relata ofensas raciais, agressões e ameaças em escola de Rio Preto

Rodrigo Lima
Caso foi registrado na Central de Flagrantes de Rio Preto/imagem – Rodrigo Lima 12/10/2026

Mãe procurou a polícia na quarta-feira (21), após filha revelar que sofria ataques de colegas havia cerca de três meses

Uma estudante de 12 anos relatou à mãe que vinha sofrendo ofensas raciais, agressões físicas e ameaças de colegas em uma escola estadual de São José do Rio Preto. A denúncia foi registrada na Polícia Civil nesta quarta-feira (21), dois dias depois de a família tomar conhecimento dos episódios.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe recebeu uma mensagem da escola na segunda-feira (19), pedindo que buscasse a filha porque ela estava com dor de cabeça. Ao chegar à unidade, encontrou a menina chorando e ouviu o relato sobre as situações que estariam ocorrendo havia aproximadamente três meses.

De acordo com a mãe, a estudante contou que colegas faziam comentários ofensivos sobre sua cor, seu cabelo e sua aparência. Um dos alunos também teria dado socos e puxado os cabelos da menina.

Ainda conforme o registro, esse colega ameaçava agredi-la novamente caso ela contasse os episódios a alguém. A estudante relatou que as agressões se repetiam após essas ameaças.

A mãe afirmou que já havia percebido mudanças no comportamento da filha. Antes interessada em frequentar a escola, a menina passou a pedir para faltar e a reclamar frequentemente de dores de cabeça durante o período de aulas.

Após ouvir o relato, a responsável procurou a direção da unidade para pedir providências. Segundo ela, foi orientada a registrar um boletim de ocorrência.

O caso foi registrado como intimidação sistemática, também chamada de bullying, e encaminhado à delegacia responsável pela área. A manifestação da escola não consta do documento.

2.Jovem de 18 anos morre após internação por acidente entre moto e caminhão

Óbito ocorreu na terça-feira (20), no Hospital de Base; registro policial foi feito no dia seguinte e não informa onde aconteceu a colisão

Um jovem de 18 anos morreu na terça-feira (20), no Hospital de Base de São José do Rio Preto, após ser internado em decorrência de um acidente envolvendo uma motocicleta e um caminhão. A morte foi comunicada à Polícia Civil na quarta-feira (21).

Segundo a documentação médica reproduzida no boletim de ocorrência, o paciente deu entrada no hospital na sexta-feira (16), com múltiplos ferimentos graves, incluindo traumatismo craniano, lesões no tórax e comprometimento dos pulmões.

Durante a internação, ele passou por procedimentos cirúrgicos e permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva. Apesar do tratamento, apresentou piora neurológica e teve morte encefálica constatada às 15h58 de terça-feira.

A documentação foi encaminhada pelo hospital ao plantão policial para as providências relacionadas ao envio do corpo ao Instituto Médico Legal.

O boletim não informa o local exato nem as circunstâncias do acidente. Também não apresenta a identificação dos veículos ou dos demais envolvidos. A data de internação é mencionada, mas não há indicação expressa de quando ocorreu a colisão.

Segundo o registro, uma consulta aos sistemas policiais não localizou, naquele momento, outra ocorrência sobre o acidente envolvendo o jovem.

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e encaminhado à delegacia responsável para apuração.

3.Motorista relata ameaça de flanelinha após discussão por R$ 2 perto do Hospital de Base

Homem disse à polícia que guardador ameaçou pichar seu carro; suspeito negou intimidação e cobrança obrigatória

Uma discussão sobre o pagamento de R$ 2 a um guardador de veículos terminou no plantão policial na manhã de quarta-feira (21), nas proximidades do Hospital de Base, em São José do Rio Preto. Um motorista de 52 anos afirmou ter sido ameaçado pelo homem, de 33 anos, que negou a acusação.

Segundo o boletim de ocorrência, o motorista havia estacionado o carro na região na terça-feira (20), enquanto acompanhava a esposa, que seria submetida a uma cirurgia. Ao retornar para buscar o veículo, na manhã seguinte, foi abordado pelo guardador.

O motorista relatou que inicialmente disse estar sem dinheiro, mas encontrou R$ 2 dentro do carro e entregou a quantia. O guardador teria devolvido o valor por considerá-lo insuficiente, dando início a uma discussão.

De acordo com o relato prestado à polícia, o homem afirmou que picharia o automóvel. O motorista também mencionou que ele estava com uma bengala, mas esclareceu que o objeto não foi usado para agredi-lo e que o guardador não avançou em sua direção.

Na delegacia, o suspeito apresentou outra versão. Disse que havia passado a noite observando os carros estacionados na região e que devolveu os R$ 2 em razão do tempo dedicado ao veículo. Negou ter exigido pagamento ou feito ameaças e afirmou que a discussão começou após a devolução do dinheiro.

Os policiais militares conduziram os dois ao plantão e informaram que nenhum deles apresentava lesões.

Ao analisar os depoimentos, o delegado afastou inicialmente a hipótese de extorsão. Conforme o despacho, não havia elementos suficientes de que uma ameaça tivesse sido usada para obrigar o motorista a entregar dinheiro, já que a discussão ocorreu depois do pagamento e da devolução da quantia.

O caso foi encaminhado à delegacia da área para apuração da possível ameaça contra o patrimônio do motorista. Não houve prisão em flagrante.

4.Grupo leva moto após acidente que deixou condutor ferido no Centro de Rio Preto

Veículo foi retirado do cruzamento enquanto envolvidos aguardavam atendimento; versões divergem sobre quem avançou o sinal

Uma motocicleta foi furtada após se envolver em uma colisão com um carro na manhã de quarta-feira (21), no Centro de São José do Rio Preto. O motociclista ficou ferido e foi levado ao Hospital de Base.

O acidente ocorreu por volta das 6h30, no cruzamento das ruas General Glicério e Prudente de Moraes. Segundo o boletim de ocorrência, após a batida, os ocupantes da moto caíram no asfalto e o veículo ficou sob o automóvel.

O motorista do carro afirmou à polícia que acionou o socorro para o motociclista, que aparentemente havia sofrido uma fratura em uma das pernas. O documento não apresenta confirmação médica da lesão.

Enquanto os envolvidos aguardavam atendimento à ocorrência, aproximadamente cinco pessoas se aproximaram e disseram que não permitiriam a apreensão da motocicleta, sob o argumento de que ela pertencia a um trabalhador.

De acordo com os depoimentos, o grupo retirou a moto do local. O motorista do carro relatou que tentou impedir a ação, mas não conseguiu devido ao número de pessoas. Um dos envolvidos levou o veículo e um capacete.

A passageira da motocicleta confirmou o relato sobre a retirada, mas apresentou uma versão diferente para a colisão. Enquanto o motorista afirmou que a moto avançou o sinal vermelho, ela disse que o automóvel desrespeitou o semáforo.

Não houve perícia no cruzamento porque o local já havia sido alterado, com a remoção do carro e o desaparecimento da motocicleta. O boletim informa que estabelecimentos próximos possuem câmeras que poderão ajudar a esclarecer os fatos.

O caso foi registrado como furto de veículo e lesão corporal culposa na direção. Até a elaboração do documento, a motocicleta não havia sido recuperada.

5.Mulher denuncia importunação e ofensas dentro de ônibus em Rio Preto

Passageira afirma que rapaz encostou repetidamente em seu corpo e passou a xingá-la após ser questionado; episódio ocorreu na terça-feira (20)

Uma mulher de 40 anos procurou a Polícia Civil na quarta-feira (21) para denunciar importunação sexual e ofensas sofridas dentro de um ônibus em São José do Rio Preto. O episódio teria ocorrido por volta das 18h10 de terça-feira (20).

Segundo o boletim de ocorrência, a passageira estava próxima à catraca quando um grupo de estudantes embarcou. Um dos rapazes passou a encostar repetidamente em seu corpo, causando desconforto.

A mulher relatou que, após suportar a situação por algum tempo, questionou o passageiro sobre os contatos. Nesse momento, ele teria começado a gritar e a dirigir xingamentos contra ela.

A filha da mulher também estava no ônibus e, conforme o depoimento, ficou bastante assustada com a discussão.

A passageira afirmou que pediu uma intervenção ao motorista, mas que ele não advertiu o rapaz nem tomou outra providência, prosseguindo com o trajeto. A versão do condutor não consta do registro.

O boletim aponta como referência o terminal na rua Pedro Amaral, no Centro, e informa que o episódio ocorreu dentro do veículo.

O suspeito não havia sido identificado até a elaboração da ocorrência. O caso foi registrado como injúria e importunação sexual e encaminhado à delegacia responsável pela área.

6.Homem quebra vidro de farmácia e diz que queria ser preso para fugir de ameaças

Suspeito foi encontrado perto do estabelecimento na madrugada desta quinta-feira (22), em Rio Preto; delegado determinou sua liberação após o registro

Um homem de 27 anos foi levado à delegacia após quebrar a vidraça de uma farmácia na madrugada desta quinta-feira (22), na Vila Santa Cruz, em São José do Rio Preto. Segundo policiais militares, ele afirmou que pretendia chamar a atenção da polícia e ser preso porque estava sendo ameaçado.

A ocorrência foi registrada por volta das 3h10, na rua Marechal Deodoro da Fonseca. A PM havia recebido uma solicitação para verificar a presença de uma pessoa que estaria tentando quebrar os vidros do estabelecimento.

Ao chegar, os agentes encontraram o suspeito sentado nas proximidades. Havia um objeto usado no ataque e estilhaços de vidro no local. Conforme o relato dos policiais, o homem admitiu ter danificado a vidraça.

Ainda segundo os agentes, ele disse estar em situação de rua e ser perseguido por pessoas em razão de uma disputa relacionada ao tráfico de drogas. Alegou que quebrou o vidro para provocar a intervenção policial e se afastar de quem o ameaçava.

O suspeito mencionou apelidos, mas não forneceu informações suficientes para identificar essas pessoas. As supostas ameaças não foram confirmadas no registro.

No plantão policial, o homem forneceu seus dados pessoais e exerceu o direito de permanecer em silêncio sobre o dano à farmácia.

Os policiais tentaram localizar um responsável pelo estabelecimento, mas não conseguiram contato até a apresentação da ocorrência. O boletim informa que o comércio possui câmeras de monitoramento.

O objeto apreendido, descrito no documento como tijolo ou pedra, foi fotografado e lacrado. O delegado requisitou perícia e encaminhou o caso à unidade responsável pela investigação.

Após o registro, o homem foi liberado. A autoridade policial considerou que não havia, naquele momento, elementos que justificassem mantê-lo sob custódia.

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