VEJA VÍDEO – Prefeita de Potirendaba denuncia professora por fala sobre morte de alunos ligada à eleição

Rodrigo Lima

A prefeita de Potirendaba, Gi Franzotti (PL), anunciou nesta quarta-feira (21) que a Prefeitura abrirá uma sindicância para apurar a conduta de uma professora que, segundo denúncia apresentada por uma mãe, teria associado a vitória de um candidato nas eleições à morte de pessoas e apontado quais alunos sobreviveriam ou não.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Gi afirmou que recebeu a reclamação pelo Instagram. De acordo com a prefeita, a mãe relatou que a filha, de 11 anos, voltou para casa chorando e assustada com o que ouviu em sala de aula.

“A professora disse que tem um candidato concorrendo às eleições que, se ele ganhar, algumas pessoas não sobreviverão, algumas pessoas poderão ser mortas”, afirmou Gi ao apresentar a denúncia. Segundo ela, a docente teria começado a apontar estudantes na turma para indicar quem morreria e quem viveria.

Na publicação, a prefeita exibiu uma gravação apresentada como sendo do episódio. No trecho transcrito, a expressão “você ia morrer” aparece repetidamente. Há, porém, passagens pouco compreensíveis, que não permitem estabelecer o contexto completo da aula nem identificar com segurança os interlocutores e o candidato mencionado.

Gi classificou o relato como “um absurdo” e afirmou que já havia protocolado uma denúncia no Ministério do Trabalho. Também anunciou que encaminharia o caso ao Ministério Público, à Justiça da Infância e da Juventude e ao Conselho Tutelar, além da apuração administrativa na Prefeitura.

A prefeita não detalhou, no material apresentado, o prazo da sindicância nem informou se houve afastamento da professora.

A manifestação da docente não consta do conteúdo disponibilizado. Também não foram apresentados resultados de apuração pelos órgãos mencionados. A identidade da professora e os nomes dos estudantes foram preservados.

NOTA DA PREFEITURA DE OLÍMPIA:

“A Prefeitura de Potirendaba informa que tomou conhecimento de relatos graves envolvendo a conduta de uma professora durante uma aula, em uma unidade da rede municipal de ensino.

Segundo os relatos recebidos, a professora teria associado um possível futuro cenário político ao regime fascista, e proferido declarações que teriam provocado medo e abalo emocional, aterrorizando as crianças. Também foram relatadas falas de caráter discriminatório, incluindo referências direcionadas a alunos negros, situação que, se confirmada, é absolutamente incompatível com os princípios de respeito, dignidade e igualdade que devem nortear o ambiente escolar, ainda mais quando vindas de quem deveria proteger, ensinar e direcionar os alunos.

A situação chegou ao conhecimento da prefeita Gislaine Montanari Franzotti após uma mãe relatar que sua filha, de 11 anos, teria retornado para casa emocionalmente abalada e chorando muito por conta do conteúdo das declarações atribuídas à professora.

Diante da gravidade dos fatos, a prefeita determinou que as imagens da sala de aula fossem analisadas, instaurado procedimento administrativo para apuração rigorosa das circunstâncias, peticionando junto ao Ministério Público do Trabalho, ao Juiz da Infância e Juventude, e demais autoridades competentes para que as providências cabíveis sejam adotadas.

A Prefeitura de Potirendaba não compactua com qualquer tipo de discriminação ou conduta que provoque intimidação, constrangimento ou sofrimento emocional aos estudantes.

A escola deve ser um espaço de conhecimento, formação cidadã, respeito às diferenças e segurança emocional. O estudo de episódios históricos, como o Nazismo, e o Holocausto, é fundamental para a educação, mas deve ser conduzido com responsabilidade pedagógica, sem desinformação, intimidação ou utilização indevida da vulnerabilidade emocional das crianças.

Por envolver menores de idade e procedimentos em andamento, a Prefeitura preservará a identidade dos estudantes e divulgará novas informações no momento oportuno, respeitando a legislação vigente.”

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