VEJA VÍDEO – Gaeco e Baep fazem operação contra suspeitos de integrar facção e planejar ataque a agente público na região

Rodrigo Lima
Sete pessoas foram presas em Rio Preto e Tanabi; investigação aponta atuação de lideranças regionais do PCC/imagem – Rodrigo Lima 8/5/2026

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar deflagraram na manhã desta sexta-feira (8) uma operação para cumprir mandados contra suspeitos de integrar uma organização criminosa com atuação no interior paulista. A ação, batizada de Operação Sindon, teve como foco investigados apontados como lideranças regionais do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão nas cidades de São José do Rio Preto e Tanabi. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara das Garantias de Rio Preto. A operação contou com o apoio do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e mobilizou cerca de 70 policiais militares, além de promotores e servidores do Ministério Público.

Segundo as investigações, os alvos são suspeitos de planejar atentados contra um agente público como forma de intimidação institucional. De acordo com o Ministério Público, a articulação criminosa envolvia a utilização de integrantes de facção rival para executar o crime, como condição para que pudessem permanecer em determinadas áreas sob influência do grupo.

As apurações indicam que os investigados ocupavam posições estratégicas dentro da organização, com poder de decisão sobre ações como homicídios, tráfico de drogas e a realização dos chamados “tribunais do crime”, mecanismos internos usados para impor disciplina e controle territorial.

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Em entrevista coletiva, integrantes do Gaeco afirmaram que o plano de ataque foi identificado a partir do monitoramento de um indivíduo ligado a uma facção rival, que teria sido coagido a cometer o atentado para preservar a própria vida. A partir desse episódio, foram desenvolvidas diligências conjuntas com a Polícia Militar que culminaram na operação desta sexta.

As autoridades afirmam que a atuação do grupo vai além do tráfico de drogas e envolve a estruturação de uma rede criminosa voltada à dominação social e territorial, especialmente em áreas mais vulneráveis. “Quando o Estado representa uma ameaça aos interesses da organização, seus agentes passam a ser alvo de tentativas de intimidação”, afirmou um dos promotores responsáveis pela investigação.

Todos os sete mandados de prisão foram cumpridos, sem registro de resistência. Durante as buscas, foram apreendidos entorpecentes, como crack e cocaína, além de celulares, computadores e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações. Não houve apreensão de armas.

De acordo com os investigadores, os presos são homens com antecedentes criminais diversos, incluindo tráfico de drogas, roubo, homicídio e porte ilegal de arma. Eles são apontados como “gerais” da facção na região – posição considerada de comando dentro da estrutura da organização criminosa.

As prisões temporárias têm prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogadas por igual período. A expectativa do Ministério Público é que a operação leve à identificação de outros integrantes e ao aprofundamento das investigações sobre a atuação da facção na região.

O agente público que era alvo do suposto atentado está sendo monitorado, segundo as autoridades, mas não houve necessidade de inclusão em programa formal de proteção até o momento.

A Operação Sindon faz parte de uma estratégia mais ampla de enfrentamento ao crime organizado no interior paulista, com foco na desarticulação de lideranças e na interrupção de ações violentas planejadas contra agentes do Estado.

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