VEJA VÍDEO – Deic prende homem que manteve mulher em cárcere privado por 9 dias em Rio Preto

Rodrigo Lima

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde de ontem, um homem acusado de manter sua ex-companheira em cárcere privado por nove dias, além de tê-la agredido com socos, chutes e golpes de cabo de vassoura. A ação foi conduzida pela DEIC – DEINTER 5, durante a Operação Hera, voltada ao enfrentamento à violência contra mulheres e crianças.

Em entrevista ao Diário do Rodrigo Lima, o delegado André Victor Amorim, responsável pelo atendimento da ocorrência, afirmou que a vítima chegou sozinha à sede da DEIC em busca de ajuda. “Ontem, na parte da tarde, essa vítima veio aqui para a sede da Deike por meios próprios pedindo socorro. Eu fui designado para atender essa vítima, conversei, fiz uma entrevista prévia com ela, entendi o que havia acontecido, arregimentei a equipe”, relatou.

Segundo o delegado, a mulher chegou bastante lesionada, com hematomas no corpo, cabeça, pernas e braços. Ela contou que convivia há anos com o agressor, com quem tem três filhos, e que embora estivessem separados há seis meses, ainda viviam uma relação marcada por idas e vindas.

SEQUESTRO, AMEAÇAS E AGRESSÕES

Aos policiais, a vítima afirmou que, no sábado 15 de novembro, foi “arrebatada” pelo ex-companheiro da casa de um amigo e levada inicialmente para a casa da mãe dele, onde permaneceu impedida de sair por dois dias. Depois disso, foi conduzida à força para um imóvel abandonado na zona do meretrício, onde ficou mais sete dias sem poder deixar o local.

Ela relatou agressões constantes, incluindo empurrões e golpes de vassoura, além de ameaças contra sua vida e a vida de familiares. Segundo o delegado, esse conjunto de ameaças sustentou a caracterização do cárcere privado. “Ela não ficou presa fisicamente, no sentido de acorrentada ou trancada. Porém, ela tinha receio de sair porque ele proferia diversas ameaças contra ela”, afirmou Amorim.

A vítima também disse ter sido forçada a vender drogas durante o período em que esteve com o agressor. Entretanto, durante a abordagem, o suspeito não portava entorpecentes. “Se tivéssemos encontrado drogas, poderia haver flagrante também por tráfico”, explicou o delegado.

PRISÃO DO SUSPEITO

Após ouvir a vítima e colher as primeiras informações, policiais da Delegacia de Homicídios e do SECCOLD foram às ruas em busca do autor. Ele foi localizado próximo à avenida Décio Maran, perto de um motel em ruínas.

“Foi abordado, não foi encontrado nada de ilícito com ele. Confrontamos a versão dele com os fatos alegados pela vítima. Ele negou ter mantido ela em cárcere privado, porém confirmou tê-la agredido com socos, chutes, inclusive com cabo de vassoura”, relatou Amorim.

Com base no depoimento da vítima, nos sinais de lesões e na admissão parcial dos fatos, o delegado determinou a prisão em flagrante por lesão corporal qualificada pela violência doméstica e cárcere privado.

ANTECEDENTES E MEDIDAS PROTETIVAS

De acordo com a investigação preliminar, o suspeito possui diversas passagens pela polícia, inclusive por roubo. Há também registro de medida protetiva solicitada pela mãe da vítima — ex-sogra do homem.

A mulher pediu novas medidas protetivas de urgência após ser acolhida pelos policiais. O delegado representou pela prisão preventiva do agressor. “Temos que aguardar o resultado da audiência de custódia para saber se ele vai responder preventivamente preso ou em liberdade”, afirmou.

COMO AJUDAR EM CASOS DE VIOLÊNCIA

O delegado destacou que denúncias anônimas e ligações de vizinhos ou testemunhas são fundamentais para prevenir episódios semelhantes. Ele citou os canais disponíveis:
• 180 – Central de Atendimento à Mulher
• 197 – Polícia Civil
• 190 – Polícia Militar (em situações emergenciais)

CRIME E PENA

O agressor responde pelos crimes de:

Lesão corporal qualificada pela violência doméstica,

Cárcere privado.

Se condenado, pode pegar até 8 anos de reclusão.

A DEIC e o DEINTER 5 reforçam que casos de violência doméstica devem ser denunciados imediatamente e que a corporação mantém operações permanentes de enfrentamento a crimes contra mulheres e crianças.

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