
A Prefeitura de São José do Rio Preto anunciou a lista de selecionados para um novo conjunto de moradias populares, retomando uma política habitacional que estava sem avanços significativos desde 2017. Nesta etapa inicial, foram disponibilizadas 400 unidades, com seleção baseada em critérios técnicos definidos por normativas federais.
O anúncio reuniu autoridades municipais e estaduais, entre elas o prefeito Coronel Fábio Cândido (PL), vereadores como Márcia Caldas (PL), Bruno Moura (PL) e Bruno Marinho (PRD), além de secretários municipais e o deputado federal Luiz Carlos Motta. A Caixa Econômica Federal também participa como agente financeiro do processo.
De acordo com o presidente Empresa Municipal de Construções Populares (Emcop), Matheus Motta, responsável pela condução do cadastro, cerca de 16,7 mil famílias demonstraram interesse no programa, evidenciando o tamanho do déficit habitacional na cidade. Destas, pouco mais de 5 mil efetivaram inscrição, resultando na seleção dos 400 nomes e de uma lista complementar de 120csuplentes. Os nomes dos selecionados serão divulgados nesta quinta-feira, 23.
A administração municipal afirma que o modelo adotado não envolve sorteio, mas sim classificação por critérios como renda, inserção em programas sociais e condições de vulnerabilidade. Entre os grupos priorizados estão beneficiários de programas assistenciais e pessoas em situação ou trajetória de rua, que tiveram percentual reservado dentro do total de unidades.
Os nomes divulgados ainda não representam a etapa final. Os selecionados passarão por análise documental e validação junto à Caixa, o que pode resultar em substituições conforme o enquadramento nas regras do programa.
Durante o anúncio, o deputado federal Luiz Carlos Motta (PL) foi citado como um dos principais articuladores políticos do projeto junto ao governo federal. A interlocução em Brasília foi apontada como estratégica para viabilizar a inclusão do município nos programas habitacionais, especialmente no contexto de retomada de investimentos federais no setor. A atuação inclui negociações com o Ministério das Cidades e apoio na liberação de recursos e enquadramento técnico do projeto.
A prefeitura também destacou que esta etapa representa apenas o início de uma política mais ampla. Além das 400 unidades, o município projeta novos investimentos, incluindo parcerias com o governo do Estado e programas complementares de crédito habitacional, com meta de alcançar milhares de famílias nos próximos anos.
A retomada ocorre em meio a uma demanda reprimida por moradia na cidade, considerada uma das principais pressões sociais locais. Segundo a gestão municipal, o foco agora é ampliar a oferta com base em critérios técnicos e priorização de famílias em maior vulnerabilidade.
