
São José do Rio Preto passa a ocupar uma posição de destaque no cenário da pesquisa científica brasileira com a aprovação do Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde da Unilago. Homologado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e pelo Ministério da Educação (MEC), o programa integra a Área 1 da Medicina – considerada uma das mais rigorosas do sistema nacional de pós-graduação – e representa um marco para a instituição e para o ensino superior privado do interior paulista.
O novo curso, com início previsto para o primeiro semestre de 2027, nasce após mais de uma década de investimentos em pesquisa científica e da consolidação do Centro de Pesquisa Avançado da Unilago. A conquista coloca a instituição em um grupo restrito de universidades autorizadas a formar mestres dentro dos elevados critérios exigidos pela CAPES, aproximando-a dos padrões tradicionalmente alcançados por universidades públicas.
Em entrevista ao Diário do Rodrigo Lima (DRL), o professor Edmo Atique Gabriel afirmou que a homologação vai muito além da criação de um novo curso de pós-graduação.
“O significado prático é muito evidente: formar professores em nível de mestrado e pesquisadores capazes de produzir conhecimento que beneficie diretamente a sociedade”, afirmou.
Segundo ele, embora o programa esteja inserido na Área 1 da Medicina, ele não será exclusivo para médicos. Poderão participar profissionais graduados em diversas áreas da saúde, como Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Biomedicina, Nutrição e outras profissões do setor.
Pesquisa voltada para a sociedade
Para Edmo Atique Gabriel, a essência do mestrado está na produção de conhecimento com impacto concreto sobre a qualidade de vida da população.
“O benefício direto da pesquisa não é apenas para o pesquisador ou para a instituição. O maior beneficiado é o cidadão, que poderá contar com melhores diagnósticos, tratamentos mais eficazes e avanços científicos aplicados à assistência em saúde.”
A proposta do programa, segundo o diretor, é que as pesquisas desenvolvidas tenham forte conexão com as demandas sociais, ambientais e populacionais, produzindo resultados que ultrapassem os limites da academia.
“Nossa preocupação é que não seja apenas mais um mestrado. Queremos formar pesquisadores que deixem um legado para a sociedade.”
Essa diretriz acompanha o próprio projeto aprovado pela CAPES, que prevê pesquisas concentradas nas áreas de fisiopatologia das doenças e epidemiologia, fortalecendo a produção científica regional e nacional.
Processo seletivo será rigoroso
A primeira turma contará com apena 15 vagas.
Os candidatos deverão possuir diploma em curso superior da área da saúde e passarão por um processo seletivo baseado em critérios técnicos definidos pela instituição, em conformidade com as normas da CAPES e do Ministério da Educação.
“O curso exige excelência. Teremos uma comissão responsável por selecionar os candidatos mais preparados para ingressar no programa.”
O mestrado terá duração de até dois anos, período em que os estudantes desenvolverão pesquisas sob orientação de professores doutores. As atividades incluirão disciplinas presenciais, reuniões acadêmicas e acompanhamento contínuo dos orientadores.
Embora parte da comunicação entre orientadores e alunos possa ocorrer virtualmente, o curso manterá atividades presenciais obrigatórias, principalmente durante o período diurno.
Novo patamar para a Unilago
Para o diretor da Medicina, a criação do mestrado representa um salto institucional.
Segundo ele, a Unilago amplia sua relevância como centro de ensino superior, pesquisa e inovação, fortalecendo sua capacidade de estabelecer parcerias nacionais e internacionais.
“O posicionamento da Unilago passa a ser muito maior do que já é hoje. O mestrado abre espaço para internacionalização da pesquisa, intercâmbio entre pesquisadores e desenvolvimento de projetos científicos em colaboração com instituições do Brasil e do exterior.”
Essa perspectiva também está prevista no projeto institucional aprovado pela CAPES. O programa permitirá o desenvolvimento de parcerias internacionais, mobilidade acadêmica, realização de pesquisas conjuntas e intercâmbio de docentes e pesquisadores, fortalecendo a inserção da instituição na comunidade científica global.
Uma construção de longo prazo
A implantação do mestrado é resultado de um planejamento iniciado há cerca de dez anos.
Ao longo desse período, a Unilago investiu na qualificação do corpo docente, na estruturação do Centro de Pesquisa Avançado, na modernização do curso de Medicina e na implantação do Hospital Universitário, ainda em fase de desenvolvimento. O reconhecimento obtido agora pela CAPES consolida essa trajetória de expansão acadêmica.
A instituição também destaca que a criação do programa contribui para a interiorização da pesquisa científica em saúde, ampliando as oportunidades de formação de pesquisadores fora dos grandes centros e fortalecendo São José do Rio Preto como referência em ciência, tecnologia e inovação.
Primeira turma começa em 2027
O edital do processo seletivo deverá ser divulgado nos próximos dias no portal oficial da Unilago.
A expectativa da instituição é selecionar uma turma formada por profissionais altamente qualificados, capazes de desenvolver pesquisas relevantes para o avanço da ciência e para o aprimoramento da assistência em saúde.
Para Edmo Atique Gabriel, a aprovação do programa representa o início de uma nova etapa.
“Queremos reunir um grupo de excelência. Mais do que formar mestres, queremos formar pesquisadores que produzam conhecimento capaz de transformar a realidade e melhorar a vida das pessoas.”
Com a homologação do mestrado pela CAPES, a Unilago passa a integrar um seleto grupo de instituições brasileiras autorizadas a oferecer formação stricto sensu em uma das áreas mais exigentes da educação superior, reforçando o protagonismo de São José do Rio Preto no cenário nacional da pesquisa científica em saúde.
