Tarcísio é reeleito governador de São Paulo no 1º turno; eleição também renova dois terços do Senado

Rodrigo Lima
Republicano derrota Fernando Haddad sem necessidade de segundo turno; em São Paulo, Guilherme Derrite e André do Prado conquistam as duas vagas para senador/imagem – reprodução

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito neste domingo (4) para mais quatro anos no comando do Estado de São Paulo. Com a apuração praticamente concluída, o republicano tinha cerca de 62,6% dos votos válidos, ante aproximadamente 36,4% de Fernando Haddad (PT).

A vitória encerrou a eleição paulista ainda no primeiro turno e colocou Tarcísio à frente de Haddad novamente quatro anos depois do primeiro confronto entre os dois. Em 2022, porém, a definição só ocorreu na segunda votação.

São Paulo não escolhia um governador no primeiro turno desde 2014, quando Geraldo Alckmin conseguiu a reeleição.

A campanha de Tarcísio foi baseada principalmente na defesa da continuidade da atual administração, com ênfase em obras de infraestrutura, concessões, transporte público e saneamento.

Entre os projetos defendidos pelo governador estão o Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas, a expansão do sistema metroferroviário e novos investimentos decorrentes de concessões. No saneamento, uma das metas apresentadas é avançar na universalização dos serviços após a privatização da Sabesp.

Na segurança pública, o governador também propôs ampliar sistemas de videomonitoramento e inteligência artificial utilizados pelo Estado.

Tarcísio chega ao segundo mandato com maioria na Alesp

O governador também iniciará a próxima administração com uma base numericamente majoritária na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Segundo levantamento após a eleição, partidos que integram ou apoiam sua base devem reunir ao menos 65 das 94 cadeiras da Alesp a partir de 2027. A oposição formada principalmente por PT, PSOL e PSB também ampliou sua presença e deverá contar com 28 deputados.

A manutenção dessa maioria dá ao Palácio dos Bandeirantes condições políticas para encaminhar projetos considerados prioritários, embora o segundo mandato tenha pela frente temas como segurança pública, educação, contas estaduais e os resultados das concessões e privatizações realizadas nos primeiros quatro anos.

Eleição troca 54 das 81 cadeiras do Senado

Além dos governadores e deputados, os brasileiros escolheram neste domingo dois senadores por Estado e pelo Distrito Federal.

Neste ano, estavam em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa. Os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação conquistaram os mandatos.

A renovação ocorre dessa maneira porque o mandato de senador dura oito anos. A cada quatro anos, a composição da Casa é alternada: em uma eleição são renovadas 27 cadeiras – um terço – e, na seguinte, outras 54.

Os parlamentares escolhidos agora assumem em 2027 e se juntam aos 27 senadores eleitos em 2022, cujos mandatos seguem até o início de 2031.

Derrite e André do Prado vencem em São Paulo

No Estado de São Paulo, as duas cadeiras ficaram com Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). O resultado foi confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).

Com isso, a bancada paulista no Senado passará por uma ampla mudança a partir de fevereiro de 2027.

Veja os 54 senadores eleitos em 2026

  • Acre: Márcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
  • Alagoas: Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
  • Amapá: Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
  • Amazonas: Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
  • Bahia: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
  • Ceará: Cid Gomes (PSB) e Luizianne (Rede)
  • Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
  • Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
  • Goiás: Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
  • Maranhão: Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
  • Mato Grosso: Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)
  • Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
  • Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
  • Pará: Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União)
  • Paraíba: João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
  • Paraná: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
  • Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
  • Piauí: Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
  • Rio de Janeiro: Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
  • Rio Grande do Norte: Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda Alves (PT)
  • Rio Grande do Sul: Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
  • Rondônia: Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
  • Roraima: Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
  • Santa Catarina: Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
  • São Paulo: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
  • Sergipe: Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)
  • Tocantins: Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

A lista nacional confirma uma renovação expressiva do Senado, embora a composição completa da Casa a partir de 2027 dependa também dos 27 parlamentares eleitos em 2022 que permanecem no cargo.

Novo mandato começa em 2027

Tarcísio permanecerá no Palácio dos Bandeirantes até o fim de 2030. Além de executar as promessas apresentadas durante a campanha, o governador terá de administrar uma nova configuração política em Brasília, com mudanças importantes no Senado e na Câmara dos Deputados.

A vitória também preserva sua projeção no cenário nacional. Aliados têm citado o governador em discussões sobre a eleição presidencial de 2030, mas uma eventual candidatura permanece, neste momento, no campo das articulações políticas futuras.

(Com Agência Brasil)

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