
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta sexta-feira (16) dois investigados apontados como mandantes de um sequestro seguido de tortura ocorrido em Monte Aprazível, no interior paulista. O crime, cometido em julho de 2025, teve motivação ligada a vingança pessoal e envolveu agressões, humilhação pública e divulgação de imagens sem consentimento da vítima.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Monte Aprazível, vinculada à seccional de São José do Rio Preto. Os suspeitos, identificados pelas iniciais M.E.A.D.S.S. e S.R.D.S., estavam com prisão preventiva decretada desde 8 de julho do ano passado, mas permaneciam foragidos. Eles foram localizados em um rancho na cidade de Buritama após diligências contínuas e trabalho integrado de investigação.
Segundo a polícia, o episódio começou em 1º de julho de 2025, quando a vítima, A.L.M.P., foi abordada por três homens nas proximidades de sua casa. Sob o pretexto de pedir informações, os suspeitos a renderam, vendaram seus olhos e a obrigaram a entrar em um veículo. Ela foi levada a um canavial, onde sofreu agressões físicas, teve o cabelo cortado, roupas queimadas e pertences subtraídos.
Durante o ataque, a vítima foi forçada a se despir e teve imagens registradas sem consentimento, posteriormente divulgadas. Para os investigadores, a dinâmica evidencia não apenas violência física, mas também violência psicológica e moral, com claro intuito de humilhação.
As apurações indicam que o crime foi premeditado e orquestrado à distância pelos dois mandantes, que acompanharam a execução e repassaram ordens por telefone e presencialmente. A motivação, conforme a polícia, teria sido a descoberta de um relacionamento extraconjugal envolvendo um dos mandantes e a vítima.
Os três executores diretos – D.A.L.P., S.H.S. e D.D.S. – foram presos em flagrante em 3 de julho de 2025 e permanecem detidos preventivamente. Com a captura dos supostos mandantes, a Polícia Civil considera o caso praticamente esclarecido.
Em nota, a corporação afirmou que o trabalho reforça o compromisso com a responsabilização penal dos envolvidos e a proteção das vítimas, especialmente em crimes que atingem a dignidade e a integridade de mulheres. O inquérito está em fase final e aguarda manifestação do Judiciário.
