
Preso desde o início deste mês por ter matado a tiros o empresário Geovani Svolkin, de 30 anos, durante uma briga em um bar de São José do Rio Preto, o segurança Keven Ígor Silveira Novaes, 26, prestou seu primeiro depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (18). A oitiva ocorreu por videoconferência, já que o suspeito está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP).
No depoimento, Keven admitiu ter efetuado os disparos e afirmou que agiu em legítima defesa de terceiros, alegando que seus pais, que o acompanhavam no estabelecimento, estariam sob ameaça de agressão por parte da vítima. Segundo a versão apresentada, a intervenção teria ocorrido diante do risco de uma escalada da violência.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcelo Ferrari, o investigado sustentou que a situação era iminente e que os tiros foram disparados para impedir um desfecho mais grave. Ele assumiu a autoria do crime e disse que “agiu para evitar um mal maior” no depoimento.
A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase final e depende apenas da conclusão do laudo pericial das imagens que registraram a ocorrência. Segundo Ferrari, a análise do material audiovisual é o último procedimento pendente para o encerramento da investigação.
A expectativa é concluir o inquérito antes de 4 de janeiro, data em que expira o prazo da prisão temporária do suspeito. Concluída a apuração, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre as medidas a serem adotadas, incluindo eventual oferecimento de denúncia.
