Segurança diz à Polícia Civil que matou empresário para proteger os pais em briga de bar em Rio Preto

Rodrigo Lima
Keven Ígor Silveira Novaes, de 25 anos, foi preso no início do mês na casa do pai dele em Planalto/imagem – reprodução

Preso desde o início deste mês por ter matado a tiros o empresário Geovani Svolkin, de 30 anos, durante uma briga em um bar de São José do Rio Preto, o segurança Keven Ígor Silveira Novaes, 26, prestou seu primeiro depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (18). A oitiva ocorreu por videoconferência, já que o suspeito está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP).

No depoimento, Keven admitiu ter efetuado os disparos e afirmou que agiu em legítima defesa de terceiros, alegando que seus pais, que o acompanhavam no estabelecimento, estariam sob ameaça de agressão por parte da vítima. Segundo a versão apresentada, a intervenção teria ocorrido diante do risco de uma escalada da violência.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcelo Ferrari, o investigado sustentou que a situação era iminente e que os tiros foram disparados para impedir um desfecho mais grave. Ele assumiu a autoria do crime e disse que “agiu para evitar um mal maior” no depoimento.

A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase final e depende apenas da conclusão do laudo pericial das imagens que registraram a ocorrência. Segundo Ferrari, a análise do material audiovisual é o último procedimento pendente para o encerramento da investigação.

A expectativa é concluir o inquérito antes de 4 de janeiro, data em que expira o prazo da prisão temporária do suspeito. Concluída a apuração, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre as medidas a serem adotadas, incluindo eventual oferecimento de denúncia.

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