
Um motorista de aplicativo registrou boletim de ocorrência após afirmar ter sido agredido por um grupo de aproximadamente seis homens logo depois de encerrar uma corrida na tarde deste sábado (4), em Mirassol. O caso é investigado como lesão corporal e dano.
Segundo o relato prestado à Polícia Civil, a corrida foi solicitada por meio da plataforma Uber em nome de um homem, mas, no ponto de embarque, duas mulheres acompanhadas de uma criança entraram no veículo.
Durante o trajeto, a criança passou a gritar de forma intensa, levando o motorista a informar que poderia encerrar a viagem caso a situação não fosse controlada. Pouco depois, a criança se acalmou e uma das passageiras pediu para desembarcar antes do destino final. A solicitação foi atendida e a corrida foi encerrada pelo aplicativo.
Após estacionar cerca de 200 metros à frente para aguardar uma nova chamada, o motorista afirma ter sido surpreendido por aproximadamente seis homens.
Segundo o boletim, o grupo cercou o automóvel e iniciou as agressões físicas contra o condutor, desferindo socos e chutes. Um dos homens chegou a entrar parcialmente pelo lado do passageiro para continuar as agressões.
Além da violência contra a vítima, os suspeitos também danificaram o veículo, um Renault Kwid. Conforme o relato, o automóvel sofreu amassamentos na carroceria, danos no capô, na porta, no retrovisor e em outros componentes.
O motorista conseguiu ligar o carro e deixar o local, afirmando que temeu pela própria integridade física.
À Polícia Civil, ele disse não conhecer os agressores nem possuir qualquer desavença anterior com eles. Também informou que pretende buscar providências junto à plataforma de transporte em razão dos prejuízos sofridos.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal e dano, e será investigada pela Polícia Civil de Mirassol, que buscará identificar os responsáveis pelas agressões.
Golpe do falso advogado
Um vigilante de 62 anos procurou a Polícia Civil de São José do Rio Preto após ser vítima de um golpe que utilizou aplicativos de mensagens e informações verdadeiras sobre um processo judicial para convencer a vítima a realizar transferências bancárias.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem recebeu mensagens de um suposto advogado informando que ele teria vencido uma ação judicial e que teria direito ao recebimento de aproximadamente R$ 340 mil.
Durante a conversa, o golpista apresentou detalhes do processo e dados que convenceram a vítima da autenticidade da informação. Em seguida, outro criminoso entrou em contato, identificando-se como oficial de Justiça, e passou a orientar a realização de procedimentos financeiros.
Acreditando estar cumprindo exigências para liberar a indenização, o vigilante realizou um Pix de R$ 999 e uma transferência bancária (TED) de R$ 4.999 para contas indicadas pelos criminosos, totalizando um prejuízo de R$ 5.998.
Após perceber que havia sido enganado, a vítima comunicou o gerente do banco e registrou boletim de ocorrência na Central de Flagrantes.
O caso foi registrado como estelionato praticado por meio eletrônico e será investigado pela Polícia Civil.
Furtos em duas lojas
Uma mulher foi presa em flagrante na tarde deste sábado (4), suspeita de furtar peças de roupas em duas lojas em Rio Preto. O caso foi registrado pela Polícia Civil como furto qualificado, com indícios de fraude e destruição de dispositivos de segurança das mercadorias.
De acordo com o boletim de ocorrência, funcionários de uma das lojas passaram a monitorar a movimentação da suspeita após perceberem comportamento considerado atípico por meio das câmeras de segurança. Durante o acompanhamento, ela teria retirado peças da área de vendas e as escondido dentro de uma sacola.
Na sequência, a mulher entrou no provador levando seis peças para experimentar. Segundo os funcionários, ela já havia ocultado algumas roupas e, no interior do provador, trocou produtos de maior valor por outros mais baratos. A ação resultou no furto de duas calças avaliadas em cerca de R$ 300.
Ao deixar o estabelecimento, ela foi abordada por funcionários e por um fiscal de prevenção de perdas, que localizaram as peças subtraídas. A abordagem ocorreu sem resistência.
Enquanto o atendimento ainda era realizado, representantes de uma segunda loja do mesmo centro comercial compareceram ao local informando que a mesma mulher também havia furtado três peças de vestuário daquele estabelecimento. Os produtos apresentavam etiquetas e lacres de segurança violados, indicando que os dispositivos antifurto haviam sido removidos dentro dos provadores.
As mercadorias recuperadas da segunda loja foram avaliadas em aproximadamente R$ 250.
Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos apontam para a prática de furtos em continuidade delitiva, mediante fraude e destruição de obstáculos, razão pela qual a mulher foi autuada em flagrante. A autoridade policial destacou que a prisão foi mantida com base no entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que o crime se consuma no momento em que o autor obtém a posse da mercadoria, ainda que por curto período e com posterior recuperação dos bens.
Os objetos apreendidos permaneceram à disposição da perícia e o caso será investigado pela unidade policial responsável pela área dos fatos.
