
A repercussão de um vídeo que mostra uma criança retirando pelúcias de uma máquina de prêmios em um shopping de São José do Rio Preto levou a mãe do menino a procurar a Polícia Civil para devolver os brinquedos e esclarecer as circunstâncias do caso.
Segundo relato da mulher, o filho, de sete anos, havia saído para passear no shopping acompanhado de um sobrinho dela, de 20 anos, da namorada dele e de outros amigos da família.
De acordo com a versão apresentada à polícia, a criança levava R$ 100 para brincar nas máquinas de prêmios. Ainda conforme a mãe, o dinheiro teria sido inserido no equipamento, mas a máquina não liberou as tentativas nem devolveu o valor.
Foi nesse momento, segundo ela, que o sobrinho teria tomado a iniciativa de colocar o menino dentro da máquina para que retirasse as pelúcias manualmente.
A mãe afirmou que só tomou conhecimento da forma como os brinquedos foram obtidos depois que o caso ganhou repercussão nas redes sociais. Segundo ela, o filho chegou em casa com as pelúcias, mas não explicou como havia conseguido os objetos.
Ao descobrir o que havia acontecido, a mulher procurou inicialmente a administração do shopping para devolver os brinquedos. Como não conseguiu contato, decidiu levá-los diretamente à Delegacia de Polícia.
Em depoimento, ela reiterou que não concorda com a atitude do sobrinho e classificou o comportamento como inadequado. Também afirmou que não pretende transmitir esse tipo de exemplo ao filho e, por isso, fez questão de devolver espontaneamente as pelúcias às autoridades.
A Polícia Civil apreendeu os brinquedos e instaurou procedimento para apurar a dinâmica dos fatos, identificar a participação dos envolvidos e verificar eventual responsabilidade criminal do adulto que acompanhava a criança.
O caso veio à tona após a divulgação de imagens que mostram o menino dentro da máquina de pelúcias retirando diversos brinquedos, enquanto um adulto o orienta do lado de fora. As imagens provocaram ampla repercussão nas redes sociais e reacenderam o debate sobre a responsabilidade de adultos na orientação de crianças e adolescentes.
