Lixo invade superfície da Represa Municipal em Rio Preto

Rodrigo Lima
Lixo na superfície da Represa Municipal chamou a atenção da população/imagem Toninho Cury 27/9/2022
Uma grande quantidade de lixo está na superfície da Represa Municipal desde o início desta semana. O Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) afirmou que a sujeira foi arrastada pela a chuva até o cartão postal da cidade. Barreiras foram instaladas para evitar que os detritos cheguem até o rio Preto.
“As fortes chuvas que caíram nos últimos dias arrastaram muita sujeira para a Represa Municipal de Rio Preto. A remoção do material flutuante é feita por um trator aquático com pá carregadeira frontal. O lixo é destinado para o aterro sanitário. Em média, são retiradas 40 toneladas de lixo por mês”, afirmou a autarquia em nota.
O fotófrago Toninho Cury fez uma imagem que considerou “forte para os rio-pretenses”. “Está aí, nosso principal ‘cartão postal’ com muito lixo preso no filtro biológico. Devido as fortes chuvas da noite de ontem, todo lixo jogado na região que circunda o parque da represa, ficou retido no filtro. A maior parte dos detritos, vem do córrego Aterradinho, mais conhecido por córrego da Murchid Homsi, que desemboca na represa. Um desrespeito total ao meio ambiente”, escreveu Cury nas redes sociais.
Sujeira também na margem da Represa Municipal /Imagem – Rodrigo Lima 27/9/2022
A Defesa Civil estadual emitiu alerta sobre a possibilidade de chover até o próximo final de semana na cidade. Esse período chuvoso levou os técnicos do Semae a descartarem neste ano o racionamento de água.
“Em 2022, choveu praticamente o dobro do ano passado. Isso permite que a autarquia elimine a possibilidade de racionamento este ano”, afirmou Fábio Furlan, diretor do Departamento de Sistema de Água, em nota.
De acordo com o Semae, neste ano, até o momento choveu um total de 840 milímetros. No ano passado, no mesmo período choveu 454 milímetros. No mês de setembro, choveu 97 milímetros, oito vezes a mais que em setembro de 2021, quando choveu 11,8 mm. “Essa quantidade permite que o abastecimento seja garantido e a ETA – Palácio das Águas trabalhe dentro da normalidade”, disse Furlan.
Os técnicos constataram ainda que houve queda no consumo de água por parte dos moradores de Rio Preto. Este ano, o consumo foi 4% menor que em 2021, o que significa que foram economizados 98.000.000 de litros de água. “A população compreendeu o momento e economizou no período de estiagem. Todos estão conscientes da necessidade de fazer o uso racional da água, para evitar escassez”, afirmou Nicanor Batista, superintendente do Semae.

 

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