
A Justiça de São José do Rio Preto converteu em prisão preventiva a detenção de um auxiliar de enfermagem, de 29 anos, investigado por atropelar três pedestres na noite de sexta-feira (10), na Avenida Alberto Andaló, região central da cidade. Segundo a decisão judicial, há indícios de que o motorista tenha assumido o risco de provocar o resultado ao dirigir sob efeito de álcool, sem habilitação e em alta velocidade.
O acidente ocorreu por volta das 22h25, quando as vítimas atravessavam a via. Entre elas está Igor Cesar da Silva Pacheco, de 20 anos, que sofreu ferimentos graves e permanece internado no Hospital de Base. Os outros dois atingidos – uma adolescente de 16 anos e um rapaz de 17 — receberam atendimento médico e tiveram alta após passarem pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tangará.
Durante depoimento à polícia, o investigado afirmou que conduzia um Volkswagen Gol e tentou cruzar o cruzamento com o semáforo na fase amarela. Segundo sua versão, um motociclista teria fechado sua passagem, obrigando-o a desviar bruscamente. Na manobra, o carro atingiu os três pedestres que atravessavam a avenida.
Testemunhas, no entanto, relataram que o motorista deixou o local logo após o atropelamento. O veículo foi encontrado estacionado a cerca de 100 metros do ponto da colisão. O auxiliar de enfermagem alegou que parou o automóvel e retornava a pé para prestar socorro, mas disse ter sido agredido por populares, que ainda recolheram a chave do carro.
A investigação apontou que o motorista apresentava sinais evidentes de embriaguez e confessou ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. A polícia também constatou que ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e que o veículo circulava com o licenciamento vencido, motivo pelo qual foi apreendido.
Prisão preventiva
Na audiência de custódia realizada no sábado (11), o juiz Alceu Corrêa Júnior, da Vara do Plantão, acolheu manifestação do Ministério Público e determinou a prisão preventiva do investigado.
Na decisão, o magistrado destacou que os elementos reunidos até o momento indicam, em tese, a prática de tentativa de homicídio com dolo eventual, hipótese em que o condutor assume o risco de produzir o resultado ao dirigir em circunstâncias de extremo perigo.
O juiz também ressaltou que testemunhas relataram que o investigado conduzia o veículo sem habilitação, sob influência de álcool e em velocidade incompatível com a via, circunstâncias que, segundo a decisão, justificam a manutenção da prisão para garantia da ordem pública e para evitar a reiteração de condutas semelhantes.
Após a audiência, o auxiliar de enfermagem foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José do Rio Preto, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações.
