Idoso denuncia golpe após contratar acompanhante pela internet e passa a receber ameaças em Rio Preto

Rodrigo Lima
Vítima ainda não havia sido identificada; caso foi registrado como homicídio/imagem – Rodrigo Lima/arquivo

Vítima fez Pix de R$ 200 para suposta reserva e depois recebeu cobrança de R$ 5,8 mil; criminosos teriam enviado dados pessoais e informações de familiares

Um idoso procurou a Polícia Civil de São José do Rio Preto após relatar ter sido vítima de um golpe iniciado com a contratação de uma acompanhante por meio de um site na internet. Depois de fazer um pagamento antecipado de R$ 200, ele afirma ter passado a receber novas cobranças e ameaças.

O caso ocorreu na segunda-feira (6) e foi registrado como estelionato cometido contra idoso. A autoria ainda é desconhecida.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima encontrou em um site o anúncio de uma mulher que oferecia serviços de acompanhante e iniciou uma conversa por telefone. Após acertar valores e condições, recebeu a indicação de que o encontro ocorreria em um hotel na região central de Rio Preto.

Enquanto se deslocava para o local, o homem recebeu uma mensagem informando que o quarto seria preparado e que seria necessário fazer um pagamento antecipado. Ele então realizou um Pix de R$ 200.

Após a confirmação da transferência, porém, teriam surgido cobranças adicionais que não haviam sido informadas anteriormente. A vítima recusou-se a fazer novos pagamentos e pediu a devolução dos R$ 200, mas, segundo seu relato, o reembolso foi negado.

Posteriormente, enquanto estava em um supermercado, o homem recebeu mensagens de outro número. O interlocutor se apresentou como responsável por intermediar a situação, alegou que a vítima teria causado prejuízos à acompanhante e passou a exigir R$ 5.800.

Ainda de acordo com o BO, o homem começou a receber ameaças e ofensas. Os autores teriam encaminhado arquivos contendo dados pessoais da vítima, endereços e números de telefone anteriormente utilizados, além de afirmarem conhecer informações sobre seus familiares.

O registro policial relata ainda que foi enviada uma imagem contendo o telefone e a fotografia da filha da vítima. Nas mensagens, os criminosos teriam ameaçado enviar pessoas para localizá-lo caso o dinheiro exigido não fosse pago.

Temendo pela própria segurança e pela de familiares, o homem procurou a Polícia Civil. O caso foi encaminhado ao distrito policial responsável pela área para investigação.


2. Adolescente de 13 anos desaparece após sair de casa em Rio Preto

Menina deixou residência no Nova Esperança na noite de segunda-feira; Polícia Civil determinou diligências para tentar localizá-la

Uma adolescente de 13 anos foi dada como desaparecida depois de sair da residência onde estava no Conjunto Habitacional Nova Esperança, em São José do Rio Preto.

Segundo boletim registrado na segunda-feira (6), a menina deixou o imóvel por volta das 19h40 de domingo (5) e não havia sido localizada até a formalização da ocorrência.

A mulher responsável pela adolescente informou à Polícia Civil que a jovem estava sob seus cuidados devido a dificuldades de convivência familiar.

Após o desaparecimento, ela procurou a Central de Flagrantes para comunicar o caso.

A autoridade policial determinou a inclusão dos dados da adolescente nos sistemas destinados ao registro de pessoas desaparecidas e o encaminhamento das informações ao setor especializado da Polícia Civil.

O caso também foi encaminhado ao 4º Distrito Policial de Rio Preto, que deverá prosseguir com as diligências.

Entre as providências indicadas no boletim estão a obtenção de informações sobre as características físicas e roupas utilizadas pela adolescente e consultas a hospitais, unidades de pronto atendimento e outros locais que possam contribuir para sua localização.

A responsável também foi orientada a comunicar imediatamente à polícia qualquer nova informação sobre o paradeiro da adolescente.

Por se tratar de menor de idade e considerando o pedido de preservação da identidade, esta reportagem não divulga nome, fotografia, endereço ou outros dados pessoais da adolescente.


3. Empresária perde R$ 9,5 mil após falso gerente oferecer redução de taxas bancárias em Rio Preto

Golpista teria enviado proposta comercial e endereço eletrônico para movimentação de conta; Polícia Civil investiga destino do dinheiro

Uma empresária procurou a Polícia Civil depois de perder R$ 9.500 em um golpe envolvendo uma falsa proposta para redução de tarifas e oferta de crédito bancário, em São José do Rio Preto.

A fraude teria ocorrido na tarde de segunda-feira (6).

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de uma pessoa que se apresentou como novo gerente de sua conta empresarial.

Durante a conversa, o interlocutor questionou a pouca utilização de máquinas de pagamento pela empresa e ofereceu redução de taxas e possibilidade de crédito mediante movimentação da conta.

Em seguida, a empresária recebeu uma suposta proposta comercial e um endereço eletrônico que deveria acessar para aceitar a contratação. O interlocutor teria afirmado que seria necessário manter R$ 9,5 mil disponíveis na conta para concluir o procedimento.

Depois de seguir as orientações, a vítima desconfiou da operação e consultou o saldo. Foi então que percebeu uma transferência de R$ 9,5 mil para uma conta de terceiro, movimentação que afirma não ter autorizado.

Ela entrou em contato com a instituição financeira para contestar a transação e posteriormente procurou a Polícia Civil.

O boletim registra que documentos apresentados pela vítima continham dados sobre a empresa e a conta que recebeu o dinheiro. A própria Polícia Civil ressalta, porém, que essas informações não permitem atribuir isoladamente a autoria do golpe ao titular indicado, sendo necessária investigação para esclarecer quem efetivamente participou da fraude.

Conversas, registros de chamadas e áudios foram apresentados à polícia. Conforme o BO, a documentação da suposta proposta fazia referências a diferentes serviços financeiros, circunstância que também deverá ser verificada durante a investigação.

O caso foi registrado preliminarmente como estelionato mediante fraude eletrônica. O 3º Distrito Policial deverá apurar a autoria, verificar os meios eletrônicos utilizados e rastrear o destino do dinheiro.


4. Golpistas se passam por funcionários de banco, acessam celular remotamente e causam prejuízo de R$ 7,7 mil em Rio Preto

Vítima instalou aplicativo enviado por WhatsApp após receber ligação sobre supostas movimentações suspeitas; compras de valores elevados também apareceram no cartão

Um homem procurou a Polícia Civil de São José do Rio Preto depois de relatar um golpe no qual criminosos teriam se passado por funcionários de uma instituição financeira e conseguido acesso remoto ao celular da vítima.

O prejuízo confirmado no boletim é de aproximadamente R$ 7.718, decorrente de duas transferências. Outras movimentações e compras ainda estavam sendo analisadas pelo banco.

O caso aconteceu na segunda-feira (6).

De acordo com o registro policial, a vítima começou a receber mensagens informando sobre compras de valores elevados supostamente aprovadas em seu cartão de crédito. Entre os valores mencionados estavam operações próximas de R$ 10 mil e R$ 6 mil.

Inicialmente, o homem desconfiou de uma tentativa de fraude. A suspeita aumentou porque, no dia anterior, sua gerente bancária havia recebido mensagens pelo WhatsApp enviadas por pessoas que se passavam por ele.

Enquanto trabalhava, porém, a vítima recebeu uma ligação de uma pessoa que alegava pertencer a uma agência bancária de Rio Preto. A interlocutora teria se apresentado como funcionária da instituição e citado inclusive o nome da gerente responsável pela conta, o que deu aparência de legitimidade ao contato.

A falsa atendente informou que existiriam movimentações suspeitas e orientou a vítima a acessar um suposto site oficial do banco para confirmar dados.

Posteriormente, foi enviado pelo WhatsApp um link para a instalação de um aplicativo. Acreditando estar realizando uma atualização de segurança, o homem fez o download.

Segundo seu relato à polícia, a partir da instalação terceiros passaram a ter acesso remoto ao aparelho.

A vítima continuou seguindo as instruções, mas decidiu pesquisar o procedimento na internet durante o horário de almoço. Ao constatar que o banco não adotaria aquela modalidade de atendimento, entrou em contato com os canais oficiais e bloqueou contas e cartões.

Na verificação das movimentações, identificou duas transferências indevidas, de aproximadamente R$ 6.948 e R$ 770, que somam R$ 7.718 de prejuízo.

Também apareceu um débito de aproximadamente R$ 4.000, mas, segundo o BO, esse valor já havia sido estornado pela instituição financeira. As compras identificadas no cartão de crédito permaneciam sob análise do banco quando a ocorrência foi registrada.

Como medida de segurança, o homem bloqueou o acesso ao internet banking, retirou o chip do celular, revogou acessos ao WhatsApp e desinstalou o programa que teria sido utilizado pelos golpistas. Ele informou ainda que pretendia formatar o aparelho.

A ocorrência foi registrada inicialmente como estelionato por fraude eletrônica e encaminhada ao distrito policial responsável para investigação.

5. Golpistas usam foto de advogada e falso representante do governo para aplicar golpe de R$ 6.300 em Rio Preto

Vítima acreditou que receberia valor de processo judicial e fez Pix após contato de criminosos; fraude foi descoberta ao procurar a verdadeira advogada

Um morador de São José do Rio Preto perdeu R$ 6,3 mil após cair em um golpe no qual criminosos se passaram por uma advogada e por um suposto representante do governo. O caso foi registrado pela Polícia Civil na segunda-feira (6) como estelionato por fraude eletrônica.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu inicialmente uma mensagem de uma pessoa que se apresentou como sua advogada. O golpista teria utilizado inclusive a fotografia da verdadeira profissional no perfil, aumentando a aparência de legitimidade do contato.

Durante a conversa, o falso advogado afirmou que havia uma proposta de acordo relacionada a um processo mantido pela vítima contra o Estado e que seria possível receber o pagamento da demanda imediatamente.

Acreditando estar conversando com a profissional responsável pelo processo e considerando a proposta vantajosa, a vítima aceitou prosseguir.

Na sequência, foi informada de que outra pessoa, supostamente vinculada ao governo, entraria em contato para realizar os procedimentos necessários à liberação do dinheiro.

Cerca de 30 minutos depois, a vítima recebeu uma ligação. O novo interlocutor se apresentou como representante do governo responsável por autorizar o pagamento e afirmou que seria necessário realizar procedimentos na conta bancária para que o dinheiro fosse liberado.

Ainda segundo o registro policial, a verdadeira advogada – na realidade uma pessoa que se passava por ela – permaneceu em contato durante o procedimento, transmitindo segurança à vítima e afirmando que tudo estava correto.

Em determinado momento, o homem foi orientado a acessar a conta bancária e fazer uma transferência via Pix de R$ 6,3 mil. Inicialmente, ele teria demonstrado resistência, mas acabou convencido sob a alegação de que o valor seria posteriormente estornado juntamente com a quantia que receberia pelo suposto acordo judicial.

A vítima realizou a transferência.

A desconfiança surgiu quando os interlocutores começaram a pedir novos pagamentos. O homem se recusou a fazer outras transferências e decidiu telefonar para a verdadeira advogada, utilizando o número que já possuía em sua agenda.

Foi então informado de que a profissional não havia entrado em contato com ele naquele dia. Ao perceber que havia sido enganado, procurou a Polícia Civil.

A ocorrência foi registrada como estelionato mediante fraude eletrônica e encaminhada ao distrito policial responsável pela área para continuidade da investigação. A autoria do golpe ainda é desconhecida.


6. Carreta dá ré, atinge ônibus e deixa local de acidente em acesso à BR-153 em Rio Preto

Segundo motorista, veículo pesado teria retrocedido ao não conseguir vencer subida; ônibus ainda foi atingido na traseira por outro veículo

A Polícia Civil investiga um acidente envolvendo uma carreta, um ônibus e um terceiro veículo nas proximidades de um acesso à BR-153, em São José do Rio Preto. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista da carreta deixou o local após a colisão.

O acidente ocorreu por volta das 18h40 de domingo (5) e foi comunicado à polícia na segunda-feira (6).

De acordo com o relato do motorista do ônibus, ele trafegava nas proximidades de um retorno de acesso à BR-153 quando uma carreta que seguia à sua frente retrocedeu inesperadamente, por circunstâncias que ainda deverão ser esclarecidas.

A carreta atingiu a parte frontal do ônibus. Com o impacto, o coletivo sofreu danos, principalmente a quebra do para-brisa.

Logo depois da primeira colisão, conforme a versão apresentada à polícia, um terceiro veículo que trafegava atrás do ônibus não conseguiu parar a tempo e atingiu a traseira do coletivo.

O motorista relatou acreditar que a carreta estivesse enfrentando dificuldades para realizar uma subida existente no trecho e, por isso, teria recuado até atingir o ônibus. Ele afirmou, porém, não ter condições de determinar com certeza o que provocou a manobra.

Ainda segundo o boletim, o condutor da carreta não permaneceu no local após o acidente. O motorista do ônibus declarou acreditar na possibilidade de que, em razão do porte e do peso do veículo pesado, o caminhoneiro não tenha percebido a colisão, hipótese que ainda depende de apuração.

A Polícia Civil obteve dados que permitem identificar a carreta envolvida e requisitou exame pericial no ônibus.

O caso foi registrado inicialmente como fuga do local de acidente, prevista no artigo 305 do Código de Trânsito Brasileiro, e encaminhado ao distrito policial responsável para investigação. A dinâmica e as responsabilidades pelo acidente ainda serão apuradas.

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