Homem é encontrado ferido após briga e descobre furto de carro e pertences em Rio Preto

Rodrigo Lima
Caso foi registrado na Central de Flagrantes de Rio Preto/imagem – Rodrigo Lima 18/7;2026

Um homem procurou a Polícia Civil de São José do Rio Preto após ser encontrado ferido e desacordado e, posteriormente, perceber que seu carro e diversos objetos pessoais haviam desaparecido. O caso ocorreu na tarde deste domingo (6), no Jardim Paraíso, e foi registrado inicialmente como lesão corporal recíproca e furto de veículo.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem relatou que havia passado por uma casa noturna, onde conheceu uma mulher, e depois seguiu para um posto de combustíveis. Na sequência, foi até a região do Jardim Paraíso, onde afirmou ter ido para adquirir entorpecentes.

À polícia, disse que fez uso de droga após um período de aproximadamente cinco anos sem consumo e que também havia ingerido bebida alcoólica ao longo do dia.

Ainda de acordo com o registro, houve uma discussão no local onde teria ocorrido a compra do entorpecente. A situação evoluiu para agressões físicas.

O homem afirmou não conseguir reconstruir todos os detalhes do episódio em razão do estado de embriaguez e do uso de drogas. Disse, porém, acreditar ter sido agredido por várias pessoas que não soube identificar.

Algum tempo depois, ele teria sido encontrado ferido e desacordado por uma moradora das proximidades. Segundo o relato, a mulher prestou socorro, fez curativos e ainda custeou uma corrida por aplicativo para que ele retornasse à residência da companheira.

Ao recuperar a consciência, o homem percebeu que seu Chevrolet Sonic branco havia desaparecido. Também estavam ausentes três aparelhos celulares, uma carteira, a CNH, dois cartões bancários e um par de óculos de sol.

Ele afirmou não saber se as mesmas pessoas envolvidas na briga foram responsáveis pelo desaparecimento do carro e dos objetos. O próprio boletim registra que, até aquele momento, não havia elementos para afirmar que houve violência especificamente com a finalidade de tomar os bens.

Como possível elemento para identificação, a vítima informou que o veículo apresenta uma avaria no para-choque dianteiro esquerdo e um adesivo na parte traseira.

A Polícia Civil requisitou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal e encaminhou o caso ao distrito policial responsável pela área. A investigação deverá buscar imagens de câmeras de segurança, ouvir a mulher que prestou socorro e tentar esclarecer quem participou das agressões e quem levou o automóvel e os demais pertences.

A classificação jurídica da ocorrência ainda poderá ser revista conforme o avanço das investigações.

Mulher chama a PM após desconfiar de abordagem de suposta agência de modelos em hotel de Rio Preto

Uma mulher procurou a Polícia Civil após relatar ter desconfiado da atuação de uma suposta agência de modelos que realizava uma seleção de perfis em um hotel de Rio Preto. O caso foi registrado como tentativa de estelionato.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher encontrou no Instagram um anúncio sobre uma seleção de modelos que seria realizada na cidade. Após preencher um cadastro, passou a receber contatos de representantes do grupo.

Ela foi informada de que a empresa teria parceria com marcas conhecidas e que realizaria uma seleção presencial em um hotel na região de Engenheiro Schmitt.

No local, de acordo com o relato, havia outras pessoas interessadas. Inicialmente, os participantes teriam assistido a uma apresentação com vídeos, depoimentos e referências a supostos parceiros comerciais.

Depois, a mulher foi chamada para uma entrevista individual. Ela contou à polícia que ouviu dos responsáveis que possuía perfil compatível para trabalhos com publicidade e modelos.

Durante a conversa, teria sido oferecido inicialmente um curso de influência digital e oratória, com preço próximo de R$ 6.000. A proposta foi recusada.

Na sequência, segundo a ocorrência, a mulher acabou convencida a contratar a produção de um book fotográfico. Ela afirma que lhe disseram que já existiriam empresas interessadas em contratá-la e que caberia a ela apenas arcar com o material, enquanto eventuais trabalhos futuros seriam remunerados.

O serviço foi cobrado por R$ 1.299, parcelados em dez vezes no cartão.

A desconfiança surgiu durante as fotografias. A cliente relatou ter considerado precárias as condições oferecidas e questionado a qualidade e o profissionalismo do serviço.

Ao final, segundo o BO, ela foi conduzida para assinar um contrato, mas disse ter se sentido pressionada e se recusou a formalizar o documento. Diante da suspeita de que pudesse estar sendo vítima de golpe, acionou a Polícia Militar.

Com a presença dos policiais, conforme o relato registrado, o pagamento de R$ 1.299 foi estornado, e a mulher não teve prejuízo naquele momento.

O episódio, porém, ganhou um segundo capítulo. Depois de deixar o local, ela identificou uma nova tentativa de cobrança no mesmo valor em outro cartão bancário. Segundo declarou, esse cartão havia permanecido dentro de sua bolsa em um vestiário durante parte do evento, em área que poderia ser acessada por funcionários.

A operação acabou bloqueada pela instituição financeira, e não houve nova perda.

À Polícia Civil, a mulher afirmou ainda ter pesquisado posteriormente na internet e encontrado relatos semelhantes envolvendo empresas que atuariam com abordagens desse tipo em diferentes cidades.

Ela disse não possuir documentos com a razão social do grupo e informou apenas a denominação comercial usada durante o evento e uma identificação abreviada que apareceria no comprovante de cobrança.

O caso foi registrado como tentativa de estelionato e deverá ser investigado. A versão apresentada no boletim corresponde ao relato da denunciante e ainda depende de apuração policial.

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